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Mostra de cinema homenageia Sidney Poitier

De 10 a 16 de setembro, Cine Humberto Mauro vai exibir nove filmes, incluindo um longa-metragem dirigido por Poitier; Corra! (2017), de Jordan Peele, também integra programação gratuita
Por Redação Feira Cultural

Primeiro negro a ser indicado e vencer o Oscar de Melhor Ator em 1963, o americano Sidney Poitier ganha mostra no Cine Humberto Mauro a partir desta terça-feira (10). Na programação, estão clássicos como Acorrentados (1958), Ao Mestre Com Carinho (1967) e Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967), inspiração para o longa contemporâneo Corra! (2017) de Jordan Peele, que também será exibido. Toda a programação é gratuita, e os ingressos devem ser retirados 1 hora antes, na bilheteria do Cine, antes de cada sessão.

Adivinhe Quem vem para Jantar (EUA, 1967) © Divulgação /CHM

Em seu discurso depois de vencer o Oscar de Melhor Ator, Sidney Poitier declarou que traçou um longo caminho até aquele momento. O ator já havia sido indicado por Acorrentados (1958) e, antes dele, a única pessoa negra a levar a estatueta havia sido Hattie McDaniel, pelo papel coadjuvante em …E O Vento Levou (1939). A atriz foi também a primeira pessoa negra a comparecer como convidada à festa do Oscar.

Em seu discurso depois de vencer o Oscar de Melhor Ator, Sidney Poitier declarou que traçou um longo caminho até aquele momento. O ator já havia sido indicado por Acorrentados (1958) e, antes dele, a única pessoa negra a levar a estatueta havia sido Hattie McDaniel, pelo papel coadjuvante em …E O Vento Levou (1939). A atriz foi também a primeira pessoa negra a comparecer como convidada à festa do Oscar.

A vitória de Poitier como melhor ator foi seguida de 39 anos de jejum: somente em 2002 Denzel Washington e Halle Berry levaram, respectivamente, o Oscar de Melhor Ator e Melhor Atriz. “Vencer um Oscar representa um lugar de destaque na indústria, e, na época, Poitier foi uma inspiração em todo o mundo”, conta Vítor Miranda, curador da mostra juntamente de Bruno Hilário, gerente do Cine.

Poitier iniciou sua carreira em meio aos movimentos de direitos civis e de igualdade racial, tomando a decisão de somente aceitar papeis que fugiam de estereótipos para o homem negro. Seus papeis de protagonismo foram mais acentuados durante o fim do Código Hayes, conjunto de regras morais para produções cinematográficas em Hollywood, incluindo a proibição de retratar relacionamentos entre pessoas de raças diferentes. “A indústria era um ambiente não acolhedor para pessoas não brancas, e devido ao código, era muito raro ver negros como protagonistas em filmes”, explica Vítor.

ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSTRA “SIDNEY POITIER’

O americano estreou nas grandes telas interpretando um médico, e o papel conciliatório de homem culto e muito educado se tornou uma constante em sua carreira, que engloba mais de 50 trabalhos em cinema. Na mostra do Cine Humberto Mauro, a curadoria se dedica aos filmes em que a atuação do americano se destaca. “Consideramos a filmografia de Poitier muito importante para entender as nuances históricas do fim do Código Hayes, de como a indústria respondia ao Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e como isso se refletiu na representação e representatividade de pessoas negras no cinema”, avalia Vítor.

Na mostra, se destacam três longas-metragens de 1967 que tocam no tema interrracial. Em No Calor da Noite, Poitier interpreta um homem que é acusado injustamente de assassinato por ser um homem negro e bem vestido recém-chegado na cidade. Já em Ao Mestre, Com Carinho, o americano interpreta um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres, se deparando com alunos indisciplinados e desordeiros, em sua maioria brancos. Ele enfrenta o desafio de ensinar uma turma indisciplinada, mas precisa decidir se continua como mestre ou retorna ao cargo de engenharia.

Aconteceu Num Sábado (EUA, 1974) © Divulgação /CHM

Outro destaque na carreira de Poitier e na mostra é Adivinhe Quem Vem Para Jantar, também do mesmo ano. Um conceituado casal se choca ao saber que a filha está noiva de um homem negro e busca encontrar alguma característica ruim no pretendente, mas só descobre qualidades morais e profissionais acima da média. Na programação, uma das sessões do filme é seguida pela exibição de Corra! (2017), releitura contemporânea dirigida por Jordan Peele, um dos cineastas negros de destaque da atualidade. Na trama, um fotógrafo descobre um segredo sombrio ao viajar para conhecer os pais aparentemente amigáveis de sua namorada branca.

Segundo Bruno Hilário, a proposta dessa mostra é estabelecer um diálogo contemporâneo entre os filmes, que retratam momentos diferentes para os movimentos pela igualdade racial e seu espectro na história do cinema mundial. “Queremos ampliar as discussões atuais sobre representação e representatividade a partir da carreira de Sidney Poitier, historicizando esse momento de grande turbulência vivido pela população dos Estados Unidos, em que a luta pelos direitos civis da comunidade negra era efervescente com o ativismo de Martin Luther King e Malcom X, por exemplo”, finaliza o curador.

História Permanente do Cinema
No mês de setembro, as sessões da mostra História Permanente do Cinema integram a programação da mostra Sidney Poitier. Na primeira, será exibido o longa Uma Voz Nas Sombras (1963), em que o americano interpreta um operário desempregado que ajuda freiras católicas a construir uma igreja e realizar pequenas tarefas, até começar a ser envolvido pelas religiosas. Já Aconteceu Num Sábado (1974) é um blaxploitation dirigido por Poitier. A trama acompanha dois amigos que decidem ir a um clube de apostas secreto para se divertir, mas ladrões roubam a carteira de um deles, que, por acaso, contém um bilhete premiado da loteria.

Imagem em destaque: Ao Mestre, Com Carinho, de James Clavell (EUA, 1967) © Divulgação /CHM

Serviço:
Mostra Sidney Poitier
Período:
10/9 a 16/9
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro
Entrada gratuita (retirada de ingressos 1 hora antes)
Informações: (31) 3236-7400 | fcs.mg.gov.br