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Espetáculo de formatura do Cefart possui diferentes narrativas de um teatro experimental e questionador

“Montagem” se configura como uma mistura de performance, dança, contação de histórias e show de variedades
Por Vítor Cruz

Com uma proposta inovadora, os alunos do 3º ano do Curso de Teatro do Cefart apresentam o espetáculo Montagem. A peça coloca o próprio teatro em discussão, reunindo diferentes possibilidades cênicas a partir de histórias reais, ficcionais e fragmentos criativos dos 20 atores-estudantes que compõem o elenco. Com direção e dramaturgia de Vinícius Souza, Montagem retrata a autenticidade dos verbos ‘ser’ e ‘estar’ e questiona os limites do que é Teatro.

Espetáculo propõe diferentes leituras a respeito do fazer teatral © Paulo Lacerda /FCS

A entrada é gratuita, e os ingressos devem ser retirados uma hora antes, na bilheteria do Palácio das Artes. O espetáculo fica em cartaz até domingo (14). De quarta a sábado, as sessões acontecem às 20h. Já no domingo, às 19h.

A partir do palco do Teatro João Ceschiatti, o grupo é norteado por uma questão: “O que 20 pessoas podem fazer juntas nesse espaço?”. Explorando de materiais cênicos, a números artísticos e histórias pessoais, o espetáculo é construído a partir de uma colagem de experimentações e imagens que pretendem responder à pergunta inicial.

Para Vinícius Souza, o espetáculo é uma espécie de anti-formatura, uma experiência para além dos palcos. Tendo o próprio teatro como processo, a produção questiona, a todo momento, o que realmente é o fazer teatral. “A ideia é questionar o que é esse fazer teatral, se é preciso estudar teatro para estar no palco, quais os limites de uma peça, o que define um espetáculo. Esses são os atravessamentos que propomos em Montagem”, revela.

Por meio desses questionamentos, Montagem é desenvolvida a partir de uma visão mais crua do fazer teatral. No palco, os 20 atores se intercalam entre uma apresentação e outra. Parte das cenas é formada por jogos de improvisação, atividade comum aos ensaios. Há, também, narrativas dos próprios estudantes, que esbarram no conflito entre o ficcional e a realidade.

Montado a partir de exercícios teatrais colhidos ao longo de dois meses de preparação, o espetáculo também traz referências a trabalhos do cineasta brasileiro Eduardo Coutinho e do coreógrafo francês Jérôme Bel. É desse encontro de ideias e propostas que a peça se configura como uma mistura de teatro, performance, dança, contação de histórias e show de variedades.

O diretor finaliza explicando que também o público está convidado a se questionar sobre o espetáculo. Para ele, a proposta é despertar o interesse dos espectadores para além do tradicional que tem sido feito. “É uma maneira de chamar a atenção de quem está assistindo à montagem. O público vai se questionar se determinada cena é patética ou corajosa, se é real ou ficção, se o que está sendo apresentado é, ou não, um espetáculo de teatro”, conclui.

Crédito da imagem em destaque: Paulo Lacerda /FCS

Serviço:
Montagem, espetáculo de formatura do curso de teatro do Cefart
Período:
até 14/7 (domingo)
Horário: quarta a sábado, às 20h; domingo, às 19h
Local: Teatro João Ceschiatti – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes
Informações: (31) 3236-7400 | fcs.mg.gov.br