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Conheça os selecionados para a 2ª edição do TAU

A curadoria selecionou 19 artistas de BH e São Paulo entre 362 inscritos de todo o país; Evento será realizado de 12 a 21 de julho, na região Leste da capital
Por Redação Feira Cultural

De 12 a 21 de julho, acontecerá a 2ª edição do TAU – Território Arte Urbana, mostra de intervenções de artes visuais que será realizada em diversos espaços dos bairros Santa Tereza e Horto, na região Leste de Belo Horizonte. Nesta edição, foram selecionados pelos curadores Karina Felipe e Binho Barreto 17 artistas individuais e uma dupla, somando 19 artistas de BH e de São Paulo que realizarão trabalhos de diferentes linguagens e suportes como pinturas, graffitis, instalações, esculturas, lambe-lambes e fotografias.

O time de artistas que realizará as intervenções visuais nas fachadas de bares e comércios dos bairros e no muro do metrô é composto por nomes consagrados e novos talentos. Entre os artistas belo-horizontinos estão Alex Oliveira, Ártemis Garrido Dias, Bel Morada, Bruna Lubambo, Caio Ronin, Catapreta, Helder Cavalcante, Jão Gabriel, Laura Loli, Rizza Furtelli Bomfim, Skap, Sol Kuaray, Spunk, Thiago Penna Trópia, Urso e Zé D Nilson. A dupla paulistana Clarissa Caldeira e Marina Aravani fará uma intervenção na Zona Last, e Jan De Maia Nehring, também de São Paulo, realizará uma escultura no Bartiquim.

Ao todo, serão produzidas 11 obras em onze espaços distintos, formando um circuito pelas ruas dos bairros, culminando na Praça Joaquim Ferreira da Luz (Rua Conselheiro Rocha, 2845), onde acontecerão mais sete obras no muro do metrô que circunda a parte baixa do bairro Santa Tereza. Os trabalhos ficarão expostos para visitação de 21 de julho a 01 de setembro. Quem passar pelos locais durante o festival poderá acompanhar os artistas realizando ao vivo os seus trabalhos.

A curadoria da 2ª edição do TAU – Território Arte Urbana selecionou as ideias mais adequadas ao projeto, tendo como norte cultural as temáticas abordadas, a diversidade de técnicas e a adequação aos locais escolhidos para o desenvolvimento das obras nas fachadas.

“Tivemos o cuidado de pensar numa expografia embasada na diversidade de técnicas e linguagens das artes visuais possíveis para o espaço público, com obras que convidam a interação e a participação dos transeuntes do bairro, e outras que permitem uma provocação crítica sobre arte na rua. Além disso, o conjunto de obras selecionadas foi definido a partir de um pensamento que levou em consideração um cuidado especial com a memória e as características de cada estabelecimento, bem como pelo bairro e seus moradores”, explica Karina Felipe.

Para Binho Barreto, “dois pontos importantes no pensamento curatorial foram a ideia de arte na rua, não segmentando as expressões em uma vertente específica sob a nomenclatura ‘arte urbana’, e os tipos de interação que as propostas apresentavam para os espaços, levando em consideração a articulação com os bairros Santa Tereza e Horto”, afirma o curador. Mais informações sobre o evento estão disponíveis neste link.

TAU 2019
Com uma programação ainda mais diversa e democrática, o TAU 2019 visa contemplar um público de gerações diferentes e trazer a ocupação do espaço público como um exercício de cidadania, encontro e pertencimento. Outro ponto forte do projeto é o apreço pela criação de rede e pelos bons relacionamentos. Assim, este ano alguns dos artistas que participaram da 1ª edição do projeto foram convidados para atuar no festival, só que agora cooperando como oficineiros, curadores e até mesmo refazendo obras que foram depredadas prematuramente.

A programação da 2ª edição do TAU – Território Arte Urbana será realizada na rua e contará com atividades como Oficina de Pandeiro para mulheres, Cinema na Rua com exibição de filme e documentário, Oficina de Bordado Urbano para pessoas acima de 60 anos de idade, Oficina de grafitti para adolescentes, Curso: “Pedalando pelos Muros” do Instituto Amado, choro com os meninos do Regional da Serra, além de visita guiada com tradutora de libras acompanhando todo o percurso e um material descritivo das obras que será disponibilizado em braile em todos os espaços que participarão do festival.

“Nesta 2ª edição, a proposta foi ampliar ainda mais o conceito de arte urbana, trazendo para perto do projeto a arte na rua como nossa linha condutora no que se refere a toda a programação e conceituação curatorial. Esse recorte nos permitiu trazer a arte urbana não só no lugar de algo que embeleza, mas que altera e perpassa o cotidiano. A relação da humanização da arte, no que se refere ao que temos como poético no nosso entorno, no nosso dia a dia, e os processos e técnicas para a criação das obras, também traçou nossa linha de trabalhos para 2019. Temos uma variedade ainda maior de texturas e técnicas para atravessar o cotidiano das pessoas”, explica Gisele Milagres, idealizadora do projeto.

A iniciativa é da Mercê Soluções Culturais, formada por Gisele Milagres, Gustavo Ruas e Maria Carolina Campos. O projeto promove um espaço de experimentação para artistas em busca de novos desafios, fortalecendo o movimento da arte na rua em Belo Horizonte e sua relação com a cidadania e a ocupação do espaço público.

Imagem em destaque: Obra de Cris Rodrigues no Bar 100ton © Ceres Canedo