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Belo Horizonte recebe 3ª edição do Ciclo de Literatura Contemporânea

Depois de passar por Brasília e Recife, o evento promove, de 12 a 15 de junho, programação gratuita composta por debates, lançamento de livros, shows, sarau e leitura de poemas

Por Redação Feira Cultural

De 12 de junho a 15 de junho, Belo Horizonte recebe a 3ª edição do Ciclo de Literatura Contemporânea – o circuito e a margem. O evento traz programação diversificada sobre literatura brasileira contemporânea com atividades, como, debates, sarau, leitura de poemas, shows e lançamento de livros, distribuídas em sete espaços da capital – SESC Palladium, Teatro Espanca, Museu de Arte da Pampulha, Brejo das Sapas, Centro de Referência da Juventude, Bar do Ministério da Cultura e Livraria Quixote.

Nicolas Behr estará na abertura do evento © Divulgação

A abertura está marcada para às 16h, de quarta-feira (12), com dois grandes nomes da literatura e do pensamento crítico, o escritor Nicolas Behr e o poeta mineiro Ricardo Aleixo. Um com 30 anos de carreira e o outro com 40, respectivamente, eles repassam suas trajetórias no Brasil atual, mediados pela professora de literatura e ambientalista, Duda Salabert. Para introdução da mesa, acontece a leitura do poema do MC, compositor e articulador cultural, Fellipe Beluca. Toda as atividades do evento são gratuitas, com descrição em libras.

Nos dias seguintes, o ciclo conta também com participações de Elisa Lucinda, Ana Maria Gonçalves, Ana Martins Marques, Cidinha da Silva, Célia Xacriabá, Luiz Antônio Simas, Marcelino Freire, Nívea Sabino, Valeska Torres, Rogério Coelho, entre outros. Na programação de encerramento, show no Museu de Arte da Pampulha com o músico Siba (PE) e banda, que também participará de mesa dedicada à sua obra, construída em cima da poesia, das cirandas e do maracatu de Pernambuco. Também no dia 15, acontece o Sarau das Manas, com poetas convidadas pela Coletiva Manas, no bar do Ministério da Cultura.

ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO
“3º CICLO DE LITERATURA CONTEMPORÂNEA”

Durante o ciclo, o público belo-horizontino tem acesso a uma mostra literária com propósito de debater a literatura brasileira contemporânea a partir do tema O Circuito e A Margem. Cada mesa de discussão é introduzida com a leitura de um poema escrito pelo próprio poeta leitor. A proposta do evento é provocar diálogos e trânsitos diversos entre autores, abordando formas de trabalho, movimentos literários, experiências editoriais de proporções maiores, menores ou independentes, do circuito e da margem.

O Ciclo de Literatura Contemporânea foi realizado pela primeira vez em Recife (2017), passou por Brasília (2018) e faz sua primeira edição em Belo Horizonte. Segundo a idealizadora e coordenadora do evento Izadora Fernandes, o propósito do Ciclo de Literatura é ampliar a discussão para além do tema: “nosso desejo é que o evento se torne mais democrático e abrangente, e que também encontre um espaço para si que não seja fechado e circunscrito a um só grupo de apreciadores da literatura, mas que se expanda a outros lugares, a outros modos de se relacionar com a literatura”, ressalta a curadora, que nesta edição, procurou mesclar espaços consagrados e também espaços alternativos da capital mineira para a realização dos eventos, como o teatro Espanca e o Brejo das Sapas, o espaço cultural situado na Savassi- dedicado à autoestima e ao autocuidado de mulheres e comunidade LGBTQI.

Izadora assina ainda a curadoria com o artista da palavra e da imagem, Renato Negrão. Para o autor, “a composição das mesas espelha esse olhar, o modo como elas foram construídas demonstram a vontade do projeto de se estabelecer como espaço político, de discussões que agregue mais o público participante do que usualmente proporcionaria uma conversa de um autor com seu leitor. São mesas ocupadas por homens e mulheres originários de diversos espaços criativos e sociais, com referências estéticas diversificadas, como a literatura negra, indígena, a produção editorial independente, o caráter pedagógico da literatura, a crítica, os processos criativos e a literatura como resposta política a tempos sombrios, seja debatendo, lendo poemas, mediando mesas, performando ou confraternizando”, explica.

Imagem em destaque: Ricardo Aleixo © Rafael Motta