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Prefeitura lança edital para premiar mestres da cultura popular de Belo Horizonte

Terceira edição do Prêmio Mestres da Cultura Popular tem inscrições gratuitas que podem ser feitas até 30 de abril, nos 17 centros culturais da cidade e em outros órgãos vinculados à PBH
Por Redação Feira Cultural

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, lança o edital do 3° Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte. A finalidade é reconhecer, valorizar e divulgar a atuação dos mestres e mestras da cultura popular, responsáveis pela transmissão e perpetuação de saberes, celebrações e formas de expressão que compõem o patrimônio cultural imaterial da capital mineira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h, presencialmente nos 17 centros culturais da Fundação Municipal de Cultura, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado e na sede da Diretoria de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha. O edital pode ser acessado aqui.

O Prêmio busca identificar e salvaguardar saberes, celebrações e formas de expressão portadoras de referências à identidade, à história e à memória de determinados grupos formadores da sociedade belo-horizontina. Serão premiados até três pessoas. Cada uma receberá um prêmio de quinze mil reais e placa alusiva ao título de “Mestre da Cultura Popular de Belo Horizonte”. Podem se candidatar ao Prêmio mestres ou mestras da cultura popular, com idade igual ou superior a 50 anos, atuantes em Belo Horizonte há pelo menos 10 anos e que possuam o reconhecimento de suas comunidades de que são detentores do conhecimento indispensável à transmissão de saber, celebração ou forma de expressão tradicional.

Entende-se por Mestre e Mestra da cultura popular a pessoa física detentora de saberes da cultura popular, que tenha notório conhecimento, longa permanência na atividade e que seja reconhecida, por sua própria comunidade, como referência na transmissão de saberes, celebrações e/ou formas de expressões da tradição popular. São exemplos de áreas de atuação dos Mestres e Mestras: artes da cura, medicina popular; manejo, plantio e coleta de recursos naturais; culinária tradicional; jogos e brincadeiras; contação de histórias e outras narrativas orais; poesia e literatura popular; músicas, cantos e danças; rituais, festejos e celebrações; artes e artesanato; ofícios, saberes, técnicas ou “modos de fazer”.

Segundo Françoise Jean de O. Souza, Diretora de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha, os Mestres e Mestras são considerados memórias vivas da tradição popular. “São sujeitos de resistência, guardiões de saberes e fazeres que, embora dinâmicos, se encontram na base da ancestralidade e das noções de pertencimento de suas comunidades. Portanto, apoiar e valorizar os Mestres, é uma forma de salvaguardar o patrimônio imaterial da cidade, contribuindo para a continuidade de práticas e celebrações portadoras de referências às histórias, às memórias e às identidades dos diferentes grupos formadores da sociedade belo-horizontina”, completa.

Em 2014, foram contemplados os seguintes mestres e mestras: Isabel Casimiria das Dores Gasparino, Rainha Conga de Minas Gerais, (falecida em 2015) manteve-se à frente da Guarda Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário. Dona Isabel foi uma das maiores protagonistas da memória do congado mineiro; José Luís Lourenço, mais conhecido como Mestre Conga, é compositor e sambista. Responsável pela inserção de sambas enredo nos desfiles de carnaval de Belo Horizonte, é um dos principais representantes da Velha Guarda do Samba e Belo Horizonte; Dalila Senra Fabrini, Dona Dalila como era conhecida, foi umas das benzedeiras mais antigas de Belho Horizonte, na ocasião do prêmio. Nonagenária, Dona Dalila (falecida em 2016) benzia diariamente em sua casa na região de Venda Nova.

Já em 2015, venceram Zilda Pereira Lisboa, Tia Zilda, foi fundadora e 1ª Capitã da Guarda de Congo Feminina de Nossa Senhora do Rosário do Bairro Aparecida; Antônio Maria Cavalieri, Mestre Cavalieri, é uma referência da capoeira em Minas Gerais e iniciando seus ensinamentos no final da década de 1960; e Serafina Terezinha Pereira, também conhecida como Dona Fininha, foi benzedeira (falecida em 2016) moradora do bairro Novo Glória que descobri sua vocação para as artes da cura quando ainda era adolescente.

Crédito da imagem em destaque: Ricardo Laf