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Filarmônica de Minas Gerais abre Temporada 2019 com Poema Sinfônico de Liszt e Primeira Sinfonia de Mahler

Apresentação acontece nos dias 14 e 15 de fevereiro, na Sala Minas Gerais
Por Redação Feira Cultural

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais dá início à temporada 2019 de concertos com Os Prelúdios, Poema Sinfônico nº 3, de Listz, e Sinfonia nº 1 em Ré maior, “Titã”, de Mahler. Sob regência de Fábio Mechetti, os concertos acontecem na quinta-feira (14), na Série Allegro, e na sexta-feira (15), na Série Vivace, às 20h30, na Sala Minas Gerais. Os ingressos já estão à venda e custam a partir de R$ 46,00.

Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. O convidado desta semana é o próprio maestro Fabio Mechetti. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Franz Liszt acreditava que a renovação da música aconteceria quando ela se unisse à poesia. O poema sinfônico, que começara a florescer na segunda metade do século XIX, se mostrou o território ideal para fazer a vontade artística de Liszt acontecer. Ele escreveu treze obras do gênero, todas carregando uma ideia poética em sua gênese, mas trabalhadas de formas livres.

Les Préludes, o mais famoso deles, é dividido em quatro seções em que o herói é conduzido pelas “esferas” das alegrias do amor, das tempestades da vida, do idílio pastoral e, finalmente, pela batalha vitoriosa. Acredita-se que Liszt desenhou sua peça a partir de textos de Joseph Autran, poeta pouco conhecido.

No entanto, o que ficou para a posteridade foram as linhas das Meditações poéticas de Alphonse de Lamartine que Liszt acrescentou no prefácio da partitura já finalizada: “O que mais é a nossa vida senão uma série de prelúdios para aquele desconhecido hino, cuja primeira e solene nota é entoada pela morte? A aurora encantada de cada vida é o amor”.

A Sinfonia nº 1 em Ré maior foi concluída em 1888, tendo sido estreada em Praga, no ano seguinte, como um poema sinfônico. Em 1893, o compositor a rebatizou “Titã, um Poema Sinfônico em Forma de Sinfonia”. O título se deve a uma personagem romântica do poeta Jean-Paul Richter.

O herói de Richter, diferentemente de seus homônimos clássicos, ocupa-se de diálogos com a natureza e com suas aventuras não realizadas. Reelaborada e revista diversas vezes, essa obra só em 1906 tomou sua forma definitiva, na qual Mahler suprimiu um movimento inteiro.

Embora as referências literárias tenham sido suprimidas da versão final, não deixa de ser interessante conhecê-las: os dois movimentos iniciais corresponderiam simbolicamente a “dias da juventude – flores, frutos e espinhos”, o primeiro deles tendo sido batizado de “Primavera sem Fim”.

Aos dois movimentos seguintes, Mahler denominou “Comédia Humana”, o primeiro deles intitulado “Uma marcha fúnebre à maneira de Callot” (gravurista do século XVIII) e o último, simbolizando a trajetória do herói de Richter, que vai “do Inferno ao Paraíso”.

Crédito da imagem em destaque: Bruna Brandão

Serviço:
Abertura de Temporada 2019 | Filarmônica de Minas Gerais
Data:
14/2 (quinta-feira) e 15/2 (sexta-feira)
Horário: 20h30
Local: Sala Minas Gerais
Endereço: Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Preto
Ingressos: a partir de R$ 46,00
Informações: (31) 3219-9000 | filarmonica.art.br