Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Sesc Palladium apresenta programação sobre Culturas Populares

Primeiro eixo curatorial de 2019 terá programação voltada à literatura e às artes visuais
Por Redação Feira Cultural

O Sesc Palladium inicia fevereiro com uma novidade: o centro cultural trabalhará temas específicos para nortear a programação do primeiro e do segundo semestre de 2019. De fevereiro a julho, as Culturas Populares estarão em discussão em diferentes linguagens artísticas. E de agosto a dezembro o tema será Hermanos, uma reflexão acerca da influência dos países de língua espanhola sobre o Brasil e a nossa relação com os países vizinhos.

A iniciativa é um reflexo de 2018, ano que o Sesc Palladium implementou uma nova forma de organizar sua programação com a proposta de apresentar atrações e reflexões sob a ótica de eixos curatoriais semestrais. Foi assim com os eixos da Língua Portuguesa e Arte & Tecnologia, que trouxeram para o centro cultural inquietantes perspectivas para as artes. O eixo curatorial Culturas Populares pretende trazer à discussão a dimensão antropológica da cultura com todo o sentimento de pertença e identificação que permeia o assunto. Manifestações artísticas e rituais, sejam eles tradicionais ou contemporâneos, estarão na ordem do dia.

© Everton Ballardin

Entre os destaques está a exposição Naïfs do Braisl, inaugurando o eixo em 12 de fevereiro, na Galeria de Arte GTO. Ela faz parte do Acervo Sesc de Arte Brasileira e representa importante patrimônio da instituição. A exposição faz um recorte das edições de 2000 a 2016 do maior evento de arte naïf do país, a Bienal Naïfs do Brasil, realizado pelo Sesc Piracicaba desde 1992. No acervo, obras como O Circo da Serrinha, de Gerardo da Silva, Dona Ritinha Catadora de Latinhas, de Sandra Aguiar, e geringonças do Mestre Molina, tradição nacional dos bonecos animados.

Composta por bordados, desenhos, esculturas, gravuras, pinturas, entre outras técnicas de artistas de diversos estados do país, a exposição destaca 42 obras que simbolizam não apenas a infinidade de relações do homem com a fauna, a flora, com o sagrado e o religioso, mas também o caráter transgressor e insubordinado do artista naïf, sua visão crítica, engajamento e resistência. Estarão expostas na Galeria de Arte GTO as produções feitas em duas propostas: Hora do Trabalho, Tempo de Lazer e Universos Mágicos.

Em Hora de Trabalho, Tempo do Lazer busca-se investigar as relações cotidianas entre as dimensões do trabalho e do lazer, na medida em que extrapolam a ideia de oposição, se apresentando como complementares e até mesmo como permeáveis entre si. Entre todas as possibilidades contidas nesse assunto, evidencia-se o fato de que o universo do trabalho humano, como seus desdobramentos na vida diária, é motivo frequente na produção naïf.

Já Universos Mágicos traz um olhar sobre as relações dialéticas que se estabelecem entre objetividade e subjetividade, nos processos de construção e consolidação dos universos simbólicos humanos. Pode-se dizer que a cultura opera de maneira autônoma nesses universos, colaborando fortemente na formação de um conjunto de disposições, ações e percepções que os indivíduos adquirem, com o tempo, em suas experiências de sociedade.

Como uma manifestação desse sistema, a Arte dá constante testemunho das evoluções e mudanças nas formas individuais de se relacionar com o meio. E nesse campo, a manifestação das dimensões simbólicas de mundo nos oferece um tipo de roteiro que permite explorar a natureza intrínseca do artista, revelando as vias de fortalecimento das capacidades de atuação crítica e coerente nos diversos meios sociais. Dentro de Universos Mágicos se destacam as geringonças do Mestre Molina, mesas cheias de figuras artesanais movidas com a energia gerada por um motor elétrico, que reproduzem atividades cotidianas por meio de material rústico e refinado.

E tem mais: ao longo dos meses, o público poderá conferir as Culturas Populares com a Orquestra Ouro Preto e Antônio Nóbrega, na série de concertos Domingos Clássicos; o escritor moçambicano Mia Couto analisando o Grande Serão Veredas, de Guimarães Rosa; e uma verdadeira invasão de sacis, com o #OcupasacyBH, proposta do curador Rudá de Andrade – neto dos escritores Pagu e Oswald de Andrade – com 77 diferentes tipos de saci existentes no Brasil.

“Quando começamos a trabalhar os eixos percebemos que alguns assuntos são inesgotáveis, por isso, neste ano vamos resgatar temas que perpassam pelos eixos de 2018. A proposta para a Língua Portuguesa, por exemplo, é apresentar programação anual na Semana da Língua Portuguesa, comemorada em maio. Esse mesmo eixo trouxe o tema Hermanos e reflexões sobre o Brasil estar ilhado num continente que fala espanhol, e como o Tratado de Tordesilhas nos afeta até hoje”, conta a coordenadora de programação do Sesc Palladium Luciana Salles.

 

© Everton Ballardin

Crédito da imagem em destaque: Everton Ballardin

Serviço:
Exposição “Naïfs do Brasil – Acervo Sesc de Arte Brasileira”
Período expositivo:
12/2 a 21/4
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h
Local: Galeria de Arte GTO do Sesc Palladium
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 1.046 – Centro
Entrada gratuita
Informações:
(31) 3270-8100 | sescmg.com.br