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Espetáculo LAMA, baseado em Mariana, é ressignificado diante da tragédia de Brumadinho e propõe ação política

Inspirado no rompimento da barragem de Fundão em Mariana e estreado em 2018 a obra está ainda mais atual após o rompimento da barragem do Feijão; Espetáculo cumpre temporada de 14 a 24 de fevereiro, na Funarte
Por Redação Feira Cultural

Montagem é atualizada após tragédia em Brumadinho © Divulgação

Após três anos do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, e no momento em que estamos completamente impactados pela nova tragédia provocada pelo mesmo tipo de rompimento, desta vez em Brumadinho, com tantos mortos e desaparecidos, o Andante reestreia em Belo Horizonte LAMA na 45ª Campanha de Popularização Teatro & Dança, com temporada de 14 a 24 de fevereiro na Funarte, de quinta a domingo, às 20h. O grupo propõe, ainda, uma série de ações de reflexão e posicionamento em conjunto com outros artistas, intelectuais e cidadãos envolvidos com as tragédias. A primeira ação se concentra no dia 14 de fevereiro e acontecerá logo após o espetáculo contando com a presença de diversos convidados.

Fruto de intensa pesquisa durante mais de um ano sobre o incidente da Barragem de Fundão e de experimentação que mescla diversas linguagens artísticas, o espetáculo tem direção de Marcelo Bones e é encenado por Ângela Mourão, Bruna Sobreira e Thiago Amador (ator convidado). “Estamos falando de relações humanas e do impacto do indivíduo sobre o ambiente em que se insere e vice-versa. Especialmente, nesse momento, em que novo desastre, tão parecido com o anterior, mas de proporções humanas muito maiores, nossa responsabilidade é imensa ao levar esse trabalho ao público de Minas Gerais, uma vez que isto diz respeito a todos nós”, analisa o diretor. Os ingressos podem ser adquiridos de forma antecipada neste link por R$ 15,00. Na bilheteria, a entrada custa R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada).

O que nós podemos fazer por essa memória? O que nós podemos fazer para dar um basta neste tipo de desastre que leva à tragédia de tanta gente soterrada e de catástrofes ambientais? De que forma isso nos afeta? Como lidamos com essa situação? Lidamos? Essas foram as indagações presentes no processo criativo dos atores. “Estamos a pouco menos de 200 km do rio Doce e a 50 Km do Paraopeba, já não temos mais como nos deixar esquecer e seguir em frente. Entendemos que ampliar a memória coletiva sobre essas histórias é parte da resistência”, ressalta a atriz Bruna Sobreira.

No processo de pesquisa, o grupo entrou em contato com os atingidos de Bento Rodrigues e Barra Longa. “Fomos diversas vezes aos locais destruídos para ver com nossos próprios olhos a paisagem de desolação, mergulhamos nos relatos jornalísticos, em imagens, relatórios oficiais. Concluímos que não podíamos mais fechar os olhos e achar que isto está distante de nós. Precisamos falar sobre isto, diz respeito a todos nós”, relata a atriz Ângela Mourão.

Espetáculo cumpre temporada de 14 a 24 de fevereiro © Divulgação

Construído em diálogo criativo com importantes artistas de diversas áreas, o espetáculo traz uma linguagem que reúne movimento, composição, sonoridade, vídeo e texto, com abordagem dramatúrgica documental e contemporânea. O Grupo reuniu pessoas distintas em torno do projeto. “A ideia inicial era trabalhar com pessoas de linguagens diferentes para que uma narrativa fosse contada por vários ângulos, tensões e códigos; Teatro, Música, Cinema e Dança. Veio a Lama e fomos impactados, depois ao pisar nela, sensibilizados a nos colocar a serviço daquelas pessoas, daquele acontecimento e agora, com a tragédia de Brumadinho esse compromisso aumentou ainda mais”, ressalta o ator Thiago Amador.

Os artistas-criadores de LAMA contribuíram para a ressignificação da montagem em diferentes maneiras. Guiomar de Grammont (dramaturgia e texto), que trouxe a questão da memória para o espetáculo, além de aproximar ainda mais os atores do local da tragédia; Tarcísio Ramos Homem, (construção da dramaturgia do movimento cênico), equalizando a linguagem corporal dos atores em cena; Ricardo Alves Junior, que direciona no espetáculo o olhar da câmera; Sérgio Pererê, com a estrutura musical influenciada pela sonoridade ancestral; Cláudio Dias, responsável pelo arcabouço do espetáculo, levantando com o grupo os primeiros materiais que estão ramificados por toda a obra.

Crédito da imagem em destaque: Divulgação

Serviço:
Espetáculo “LAMA”
Data:
14/2 a 24/2
Horário: quinta a domingo, às 20h
Local: Funate-MG
Endereço: Rua Januária, 68 – Centro
Ingressos: R$ 15,00 (antecipado) | R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3213-3084 | funarte.gov.br