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O Aranhaverso: de Peter Parker a Miles Morales

Com um protagonista extremamente carismático e visual que remete aos quadrinhos impressos, a animação se destaca como, talvez, o melhor filme de herói já feito
Por Yasmine Evaristo

Animação estreia hoje nos cinemas brasileiros © Divulgação /Sony Pictures

O ano de 2019 começa bem com o lançamento de Homem-Aranha No Aranhaverso, produção da Sony que explora os múltiplos heróis aracnídeos co-existentes. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Animado, o longa metragem acompanha a rotina de Miles Morales (Shameik Moore) na cidade de Nova Iorque. O filme, que estreia nesta quinta-feira (10), é o primeiro capítulo de uma nova saga do herói, nos cinemas, que dará destaque a personagens pouco conhecidos do universo só Homem-Aranha, nos quadrinhos.

O adolescente se encontra em uma situação inesperada ao ser picado por uma aranha radioativa e desenvolver poderes que não consegue controlar. Mas não é apenas isso que move o filme. O jovem herói descobre uma máquina, que se encontra nas mãos do Rei do Crime (Liev Schreiber), que pode destruir a cidade. E são os testes com essa máquina que estão provocando terremotos e também a abertura de portais para outros universos.

Com um protagonista extremamente carismático e visual que remete aos quadrinhos impressos, a animação se destaca como, talvez, o melhor filme de herói já feito. A trilha sonora, que garante o clima de aventura, é assinada por Daniel Pemberton, responsável pela trilha de “Rei Arthur – Ao apresentar as variadas personalidades do Homem-Aranha e como cada um deles se adequa a sua realidade, o herói que sempre representou as juventudes aumentou seu alcance de representatividade. Há no Aranhaverso heróis aracnídeos de todos os tipos e formas: uma garota, um alto mascarado em preto e branco, um porco desenhado em estilo cartoon e uma garotinha oriental que pilota um robô.

Por não se levar tão a sério o longa metragem consegue agradar até aos fãs mais radicais do herói. Ele não é um filme com a pretensão de reconstruir ou ser fidedigno à personagem mais clássica das HQs. Não ter, mais uma vez, a história da origem contada poupa o espectador de um “alongamento” desnecessário da trama. Ele se preocupa em mostrar que todos têm a chance de ser um Aranha, inclusive dois Peter Parker. E nessa gama de personagens que vemos na tela, as características de Parker estão impressas, sejam elas seja conflitos pessoais como civil ou seu medos do fracasso como herói.

“Homem-Aranha no Aranhaverso eleva ao máximo a expectativa do que pode ser obtido de resultado ao se fazer um filme de herói. Depois dele qualquer bom estúdio que compõe esse mercado ouvirá o tio Ben sussurrando em seus ouvidos que grandes poderes trazem grandes responsabilidades.”

A escolha dos variados traços usados para demarcar a origem dos personagens, a estética que remete aos quadrinhos – principalmente o aspecto de retícula nas formas da paisagem e vestuário – e as cores impactantes, são fatores que permitiram a vitória do longa animado na 76ª edição do Globo de Ouro.

Para completar os méritos do filme, não podemos deixar de falar do time de dubladores que composto por nomes como Shameik Moore (da série da Netflix “The Get Down”), Mahershala Ali (vencedor do Oscar por “Moonlight”) e Nicolas Cage (“Con Air”, “A Lenda do Tesouro Perdido”). Ah, e não podia deixar de ter aquela bela homenagem ao querido Stan Lee, falecido em novembro passado.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” eleva ao máximo a expectativa do que pode ser obtido de resultado ao se fazer um filme de herói. Depois dele qualquer bom estúdio que compõe esse mercado ouvirá o tio Ben sussurrando em seus ouvidos que grandes poderes trazem grandes responsabilidades.

 

ASSISTA AO TRAILER DE HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO

 

Crédito da imagem em destaque: Divulgação /Sony Pictures