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Núcleo de Música Coral da UFMG interpreta “Catulli Carmina” de Carl Orff

Com direção geral de Ernani Maletta, montagem celebra 20 anos do coro e vai reunir 150 artistas no Grande Teatro do Sesc Palladium; Apresentação acontece de 14 a 16 de dezembro
Por Redação Feira Cultural

Segunda parte da trilogia de Carl Orff faz parte do repertório em celebração aos 20 anos do coro © Renata Maia

O Grande Teatro do Sesc Palladium recebe de 14 a 16 de dezembro (sexta a domingo) a estreia da montagem Catulli Carmina (Canções de Catulo), segunda parte de trilogia composta pelo alemão Carl Orff há oito décadas. Comemorando os 20 anos do Núcleo de Música Coral da UFMG, a obra será apresentada da forma com que foi composta originalmente, com um poderoso coro, dois solistas, quatro pianos e percussão. Os concertos acontecem na sexta (14) e no sábado (15), às 20h, e no domingo (16), às 18h.

Ao todo estarão no palco 150 artistas, entre cantores, artistas e instrumentistas sob regência do maestro Arnon Sávio Reis de Oliveira, criando grande impacto ao unir as linguagens da Música e Teatro para abordar uma história que mescla o sagrado e o profano a partir de poesias latinas medievais. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do teatro e neste link.

A trilogia Trionfi foi encenada pela primeira vez em 1937 em Frankfurt, composta pelo Carl Orff a partir de poemas e textos dramáticos dos século XI e XII – em sua maioria picantes, irreverentes e satíricas, as peças foram escritas principalmente em latim medieval. A aclamação mundial que recebeu a partir daí mostra a permanência de seu efeito hipnótico.

Tal composição rapidamente se tornou popular, sobretudo com o movimento de abertura e de encerramento, “O Fortuna”, tendo sido utilizada em produções artísticas dos mais variados gêneros, tornando-se uma das peças clássicas mais ouvidas desde que foi gravada. Na temática que perpassa a obra não existe o bem sem o mal, o sacro sem o profano e nem fé sem maldições – uma oscilação na qual se encontra a grandeza da Humanidade.

Em sua segunda parte, Catulli Carmina, Orff se baseou em doze poemas de Catullus, poeta inovador e sofisticado que viveu na Roma de Júlio César, cujo talento descreveu com preciosismo a sociedade decadente da época. Em seus versos, considerados inigualáveis no que diz respeito à literatura da antiguidade, Catulo expressa com sinceridade e sensualidade sua paixão pela aristocrata Clodia, tratada sob o pseudônimo de Lésbia.

No Prólogo da obra de Orff, o coro exalta os anseios sexuais, sob os diversos pontos de vista de jovens e velhos homens e mulheres. Nos três breves atos que se seguem, as cenas e declarações de amor se encerram com o cinismo e a desesperança do amante, ao constatar que Lésbia o traiu com outros homens.

Em julho deste ano o Núcleo recebeu homenagem de reconhecimento cultural no 4º Prêmio Copasa Sinparc pela apresentação de “Camina Burana” durante a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. O prêmio é também um reconhecimento pela qualidade do espetáculo alcançado com um grupo de estudantes e não artistas, com vínculos com a comunidade acadêmica e da cidade de Belo Horizonte.

 

ASSISTA A UM TRECHO DE “CARMINA BURANA”

 

Segundo Ernani Maletta, o sucesso das duas apresentações de Carmina Burana pelo NMC, em 2016 e 2017, com ingressos esgotados, impulsionou a montagem que dá continuidade à trilogia de Carl Orff, menos conhecida e executada, mas igualmente potente musical e cenicamente. E buscando demonstrar tal unidade ao público, a execução da atual montagem será iniciada com uma citação de trechos de Carmina Burana, uma das criações eruditas mais conhecidas do século XX.

De acordo com o diretor, que tem importantes trabalhos ao lado de nomes como Gabriel Villela, Grupo Galpão e assinou a direção musical da elogiada adaptação teatral de O Grande Circo Místico, em 2014, o grande diferencial desta apresentação é manter sua concepção original de Cantata Cênica.

“Para tanto, um grupo de atores, alunos do Curso de Graduação em Teatro da UFMG, ampliam a polifonia musical para uma polifonia cênica, por meio de um discurso elaborado por imagens e movimentos que apresentam um ponto de vista próprio sobre a história que está sendo cantada e contada e que, simultaneamente à música, criam um sentido para o espectador”, conta Maletta.

Destaca-se também a postura não convencional dos cantores do Grande Coro, que realiza uma movimentação gestual que contribui igualmente para o sentido geral que se apresenta. O trabalho vai ao encontro da própria perspectiva de pesquisa, uma vez que o grupo é formado a partir de um Programa Acadêmico da UFMG.

Criado em 1998, o NMC é um Programa de Extensão da UFMG que atualmente reúne dez coros adultos espalhados pelo campus e por outros espaços de Belo Horizonte. Em 20 anos de história, tem compartilhado a prática musical e seus benefícios com a sociedade.

Os corais atuam de forma independente, com seus próprios repertórios, estética e demandas. Em 2016, o Núcleo encarou o desafio de pensar uma integração entre os grupos, culminando com a montagem do espetáculo Carmina Burana, o que ainda aproximou a comunidade acadêmica para o processo e instigou o Núcleo a montar Catulli Carmina.

Funcionários e estudantes de diversos cursos da UFMG, além de Música, Teatro e daqueles que dão nome a alguns dos Corais – Engenharia, Letras e Medicina – fazem parte do elenco desta grandiosa montagem cênica, que totaliza um corpo de quase 200 integrantes, se incluirmos toda a equipe de produção.

Crédito da imagem em destaque: Renata Maia

Serviço:
Catulli Carmina – Núcleo de Música Coral da UFMG
Data:
14/12 (sexta) e 15/12 (sábado), às 20h; 16/12 (domingo), às 18h
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3270-8100 | sescmg.com.br