Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

“Quem Ama Não Mata”: Evento está marcado para esta sexta-feira em Belo Horizonte

Mulheres mineiras realizam ato contra o feminicídio e todos os tipos de violência 
Por Redação Feira Cultural

Está marcado para esta sexta-feira, 9/11, a partir das 18h, na Praça Afonso Arinos em Belo Horizonte o ato Quem Ama Não Mata. A proposta é reunir o maior número possível de entidades e grupos representativos da luta pelos direitos da mulher, incluindo estudantes, sindicatos, associações de classe, dentre outros, e do público-alvo em geral. O local escolhido foi pela simbologia política que aquele espaço representa, bem como pela sua localização e facilidade de acesso. A Praça Afonso Arinos é ponto de encontro de manifestações políticas e culturais desde a época da ditadura militar. Já confirmaram presença, entre outras, representantes da Fetaemg, Associação das Prostitutas, UFMG, Rede de Mulheres Negras, Rede Afro LGBT e Marcha das Vadias .

O Movimento é a reedição de uma iniciativa homônima realizada há cerca de 40 anos. Naquela época, numa atitude pioneira e que ganhou repercussão em todo o Brasil, um grupo saiu às ruas para protestar contra o crescente assassinato de mulheres por seus maridos e parceiros em Belo Horizonte, realizando uma manifestação-protesto nas escadarias da igreja de São José, no centro da capital mineira.

O movimento ganhou tanto destaque no cenário nacional que em 1982 a Rede Globo de Televisão produziu e exibiu uma minissérie de 20 capítulos, com elenco de ponta da emissora, usando a mesma temática e o nome “Quem ama não mata”.

A ideia do protesto surgiu com a publicação de um texto em sua página no FB, pela jornalista Hélia Ventura (uma das coordenadoras do movimento, junto com a também jornalista Miriam Chrystus), no qual ela chamava a atenção para o grande número de mulheres sendo mortas em circunstâncias que apontavam para o feminicídio (o termo se refere ao assassinato quando há menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

O tema foi acolhido por Myriam Chrystus e ela, imediatamente, lançou a campanha nas redes sociais, onde atraiu adeptos e colaboradores, com a seguinte postagem:

“Mulheres do mundo, uni-vos!

Contra o assédio moral, sexual, a violência contra os nossos corpos desde crianças e até o fim da vida, o desrespeito intelectual, o desprezo, só há uma possibilidade de luta: dirigir a palavra a nós mesmas. 
Mais do que leis, precisamos focar nossas energias para a conscientização das próprias mulheres. Valorizem-se, não aceitem relacionamentos abusivos. Depois da primeira agressão, saiam, fujam, façam qualquer coisa, menos perder a vida nas mãos desses brutamontes assassinos.

Por uma manifestação Quem ama não mata 2, nas escadarias da igreja São José, como fizemos quase 40 anos atrás, quando da morte de Heloísa Ballesteros e Maria Regina Souza Rocha, por seus maridos. 

Vamos protestar contra os feminicídios cada vez mais crescentes. 

Vamos nos organizar, vamos nos unir”.

Assim começou a campanha, da qual participa um número grande de mulheres, representantes das mais diferentes profissões e atividades feministas. A metodologia adotada por elas foi a subdivisão em outros grupos, que se reúnem e trabalham em diversas frentes para garantir o sucesso da empreitada.