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Anunciados os nomes dos artistas que vão participar da edição 2018 do Cura

Uma argentina, dois belo-horizontinos e um coletivo de artistas são os selecionados desta edição; Evento será realizado de 5 a 18 de novembro
Por Redação Feira Cultural

A partir de segunda-feira (5), o horizonte visto da rua Sapucaí ganhará novas cores com a edição 2018 do Cura – Circuito Urbano de Arte, e os artistas selecionados para este ano acabaram de ser anunciados pela curadoria do festival. São eles: Hyuro (Argentina), Criola (BH), Comum (BH) e Empena de Letras (vários). Caberá aos convidados dar novas cores aos edifícios Amazonas Palace Hotel, Chiquito Lopes e Satélite.

As empenas do Amazonas Palace Hotel vão ficar sob responsabilidade das latas e pincéis da argentina Hyuro, radicada na Espanha é considerada hoje o principal nome feminino do novo muralismo contemporâneo. Com passagem nos principais festivais de arte urbana do mundo e em grandes feiras de arte contemporânea, sua arte emociona pela força e delicadeza que carrega.

A argentina Hyuro é uma das selecionadas para a edição 2018 do Cura © Antonio Sena

Em seu trabalho, a artista realiza uma pesquisa investigativa da rua como um espaço de reflexão e libertação dos próprios medos. Segundo a artista seu desejo com suas pinturas na rua é criar um vínculo entre a pintura e o público para contribuir no confronto entre o espectador e a obra, provocando questionamento sobre si e o mundo.

Entre muitas das questões abordadas por Hyuro na sua obra, destaca-se a figura da mulher, não só do seu gênero no contexto da sociedade patriarcal, mas também como um sujeito presa aos preceitos e cargas impostas pelo sistema capitalista. Em seus murais, Hyuro propõe uma reflexão sobre identidades individuais e coletivas, questionando as condições de liberdade como direitos fundamentais e inalienáveis ​​de cada um.

LEIA MAIS: Cura – Circuito Urbano de Arte anuncia prédios que serão pintados na 3ª edição do festival

A belo-horizontina Criola, identidade assumida por Tainá Lima, vai ressignificar a pintura do Edifício Chiquito Lopes. Criola faz parte da nova geração de artistas urbanos brasileiros e conduz sua produção diante das assimilações cotidianas e dos embates constantes sobre as mais diversas questões, pautadas principalmente pelo seu universo feminino e orientadas através da busca pela conexão consciente com a sua ancestralidade.

A paleta de cores vibrante presente na maioria de seus graffitis, remete a sua pesquisa de matrizes africanas. Graduada em Design de Moda pela Universidade Federal de Minas Gerais, Criola também lança mão do vestuário como linha de pesquisa.

Criação da belo-horizontina Criola © Instagrafite

A artista já realizou diversos trabalhos para marcas importantes e pintou murais em várias cidades do Brasil e em Paris. Criola é considerada porta-voz da nova safra feminina de artistas visuais que utilizam o graffiti como instrumento de afirmação e empoderamento negro.

O Edifício Satélite estará sob os cuidados de um artista e um coletivo: Comum e Empena das Letras. Artista plástico natural de Belo Horizonte (MG), formado em Artes Gráficas pela Escola de Belas Artes da UFMG e atuante desde 2004 na cena de Arte de Rua, Comum utiliza, em seu trabalho se utiliza de técnicas caras à arte urbana, como o stencil e a pintura com rolinho e latéx, para tratar de temas da cidade.

Mais recentemente fez alguns trabalhos em diálogo com a arte indígena. Participou de exposições e eventos como Residência Quartoamado (Itatiaia – MG, 2018), Arte para uma Cidade Sensível (Museu Mineiro, 2017), Projeto Parede (SESC, 2015), Cidade Gráfica (Itaú Cultural, 2014), Eu Como Você (Museu de Arte do Rio, 2014), Escavar o Futuro (Palácio das Artes, 2013), Virada Cultural de Belo Horizonte (2013, 2014) e Bienal Internacional de Graffiti (2010).

Sob curadoria de Surto e Nica, o Empena das Letras selecionou 20 artistas representativos da cidade para dar novas cores ao Satélite. Entre os convidados, vários institucionalizaram um estilo de letra na cidade. Um deles é o Carimbo, grande referência de letras da noroeste, um dos primeiros caras a fazer um estilo agressivo semelhante aos nova iorquinos, o estilo fundador do graffiti como conhecemos.

Ainda dentro desse estilo, tem algumas meninas com muita personalidade e talento como a Ok, que é uma das meninas que tem um trabalho de vandal, que constrói as letras da cidade e muitas vezes não está nesses espaços mais midiáticos.

Outra convidada é Dninja, que além de ser uma das grafiteiras mais antigas da cidade, trabalha essencialmente com letras, morou muito tempo em SP e está de volta a BH e tem um trampo super foda, uma linguagem da letra bem pesada.

Cura – Circuito Urbano de Arte é um sonho antigo de vários artistas e amantes de arte urbana que agora vira realidade: cobrir com cores a linha do horizonte e transformar a paisagem de BH. Neste ano, o evento ocorre de 5 a 18 de novembro.

Festival acontece de 5 a 18 de dezembro na capital © Área de Serviço

Resgatando a trajetória da arte urbana na cidade e reconhecendo sua atual dimensão e força no Brasil e no mundo, o Cura é o primeiro festival de pintura em prédios de Belo Horizonte e o segundo do gênero no Brasil. A seleção das empenas foi feita a partir de um recorte visual: todas todas poderão ser vistas simultaneamente da rua Sapucaí.

A criação de um circuito urbano de arte com murais assinados por grandes artistas reconhecidos internacionalmente pode colocar Belo Horizonte no circuito de arte de rua do mundo, atraindo turistas apaixonados por grafite e muralismo.

A ideia é que nas próximas edições, o Festival consiga cobrir com murais e grafites todas as empenas que são vistas da rua Sapucaí. O projeto converge com a atual cena cultural de BH que está transformando a rua Sapucaí em efervescente corredor cultural, com potencial para se igualar às mais charmosas, criativas e interessantes ruas das principais cidades do mundo.

Mais informações: fb.com/curafestival

*Imagem em destaque: Criola © Henrique Madeira