Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Vladimir Safatle diz, no Sempre Um Papo, que é tempo de resistência e de luta

Escritor esteve no Auditório da Cemig para falar sobre seu novo livro, “O Circuito dos Afetos” e debater o atual cenário político do país
Por Redação Feira Cultural

O Sempre Um Papo recebeu o filósofo, professor e escritor Vladimir Safatle para um debate sobre o tema “A Ascensão Conservadora Brasileira” e noite de autógrafos no seu livro mais recente, O Circuito dos Afetos (Editora Autêntica), na última quinta-feira, dia 25 de outubro de 2018, em Belo Horizonte, sob a mediação do fundador do projeto, Afonso Borges. Estando o país há três dias da eleição presidencial, o professor focou sua fala na história do país e dos fantasmas da ditadura que rondam a sociedade brasileira.

Vladimir Safatle com Afonso Borges no Sempre Um Papo© Daniel Bianchini

“Todo facismo vai ter essa operação de transferir a força popular a um líder. Mas a um líder fora da lei. Isso significa que não é um retorno da força popular de soberania à sua maneira. É um líder que pode falar qualquer coisa e nada terá consequência. Ele pode falar os piores absurdos e nada será efetivo. Ele não será responsabilizado por nada. A ponto de seus eleitores rezarem para ele não fazer aquilo que ele diz que o que fará”.

Após cerca de uma hora de conversa com um público de 600 pessoas, Safatle instigou a todos a encarnarem os que já lutaram pelos direitos conquistados com luta e sofrimento.

“Estamos em uma situação que não é simplesmente mais uma eleição, não é apenas mais um momento de decisão eleitoral que, dependendo do resultado, nós voltamos atrás. Não. Na verdade é uma encarnação dos piores fantasmas da sociedade brasileira, de todos estes que a sociedade brasileira nunca teve coragem de enfrentar, nunca foi capaz de olhar cara a cara. Quis a contingência que fôssemos nós que estaríamos neste momento decisivo da história brasileira, onde seus fantasmas autoritários se encarnam numa potência brutal, explicita e visível, quebrando entre outras coisas garantias mínimas, valores fundamentais, como o valor da liberdade, o valor da oposição, uma oposição que será metralhada só por ser oposição. (…) A um trabalho que é nosso. É deixar todas as falas que dão força à revolta encarnar em todos os pontos. Temos que encarnar as falas dos travestis assassinados, a fala dos operários que lutaram pelos seus direitos, a fala dos escravos mortos e brutalizados em prol de sua liberdade, encarnar todos os professores. Ninguém está sozinho. É tempo de luta, de resistência”.

ASSISTA À PARTICIPAÇÃO DE SAFATLE NA ÍNTEGRA

*Crédito da imagem em destaque: Jackson Romanelli