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Crítica: Halloween

 

Por Fábio Gomes

O clássico e um dos precursores dos filmes de terror slasher, Halloween, está de volta aos cinemas com mais um capitulo da história de Michael Myers e Laurie Strode. Em meio a tantos reboots e sequências de filmes de terror que Hollywood vem fazendo ao longo dos anos e fracassando, desde que uma sequência de Halloween foi anunciada, nós, os fãs da franquia e do gênero, apesar de empolgados estávamos com um pé atrás, pois os remakes de 2007-2009 não agradaram tanto. Nessa nova linha do tempo que o novo Halloween cria para a franquia, David Gordon Green (diretor) ignora todos os outros nove filmes e faz uma continuação direta do filme 1978.

Quarenta anos após a fatídica noite de Halloween de 1978, Laurie (Jamie Lee Curtis) convive com seus demônios e se prepara para a volta de Michael (Nick Castle). E junto com sua filha Karen Strode (Judy Greer) e sua neta Allyson (Andi Matichak), viver a batalha final.

Após dez filmes, entre eles sequências, remakes e até um que foge da história de Michael Myers – Halloween 3 – anoite das Bruxas (1982) – O novo filme veio para ressuscitar a franquia e fazer jus a criação de John Carpenter. Não podemos negar que é um filme feito para fãs e por fãs, Já nos créditos iniciais quando vemos uma abóbora, símbolo da franquia, se restituir enquanto acompanhamos os nomes de Jamie Lee Curtis, Nick Castle, John Carpente e outros ao som da musica tema do filme e do assassino já vem uma forte emoção, um arrepio e até uma lágrima pode escorrer do canto do olho. Com uma história e uma atmosfera fiel ao primeiro filme e com muitas referências a outros filmes da série, o novo Halloween acerta também em  modernizar a cidade de Haddonfield e os personagens, já que temos um avanço de 40 anos na história. “Halloween” é o melhor capítulo da série, após o primeiro. Trazendo o jogo de gato e rato para os dias atuais, onde o rato sempre está um passo a frente do gato. Descartando erros dos outros filmes e tirando o sobrenatural apresentado nos filmes 4, 5 e 6. Sem contar com a fotografia impecável que consegue captar com maestria a essência do filme e do próprio assassino nos fazendo imergir na história contada e ter as mesmas sensações que tivemos ao ver o primeiro filme pela primeira vez e dando força e destaque as personagens femininas. O gênero terror tem um longo histórico de protagonistas femininas, porém Halloween continua em uma trama empoderadora sem tentar forçar um protagonismo feminino para ganhar o público, simplesmente flui.

Tudo isso só foi possível pela direção impecável de David Green, usando seu amor pela franquia utilizando referências durante todo o filme e até recriando a cena final do filme de ‘78 em twist que fará qualquer fã da serie vibrar. Mas nada é feito de graça tudo tem um porquê. Uma das cenas memoráveis do novo filme e que vai virar referência entre os fãs do terror é o incrível plano sequência onde Michael Myers passeia pela vizinhança acumulando suas vítimas, curtindo da sua própria maneira a noite de Halloween.

Também uma das maiores exclamações de filmes de terror de todos os tempos é “desvendada”. Laurie não é irmã de Michael. Segundo sua neta em uma das cenas, tudo não passa de história inventada pelas pessoas para dar um motivo para as coisas que Michael fez.

A parceria de Danny McBride no roteiro rende bons alívios cômicos em meio a tensão do filme. A escolha do elenco de também foi um grande feito da produção, além da volta da incrível Jamie Lee Curtis, a nossa eterna rainha do grito e do icônico Nick Castle, que apesar de nunca temos visto o rosto dele nos filmes ninguém faz um Michael melhor que ele. A escolha de Judy Greer e Andi Matichak, merece aplausos: a primeira fazendo o oposto da mãe (Laurie), com uma atuação conivente a personagem , diferente das outras atuações de Greer que sempre foram para o lado da comédia e a segunda honrando o primeiro filme e colocando uma adolescente forte, decidida e escolhendo uma atriz desconhecida para o papel da nova Laurie. Claro: o novo Halloween tem seus erros, mas são erros tão superficiais que não valem a pena serem citados, pois é como procurar cabelo em ovo.

Quem não conhece a franquia Halloween e vai ao cinema esperando por mortes espalhafatosas e sangrentas, típicas de filmes indie slashers dessa nova geração, pode sair do cinema um tanto quanto decepcionado, pois o novo Halloween se mantém respeitável ao formato e ação dos primeiros.

Terror, terror psicológico, traumas, superação e pôr um ponto final, são os principais elementos do filme. Claro que parte do sucesso do filme se da por conta do protagonismo de Jamie Lee e a participação e aval de John Carpenter. Porém, a habilidade de desenvolver uma história fiel e ao mesmo tempo inovadora , com vários easter eggs para os fãs, vão fazer desse Halloween mais um clássico do terror.

 

Nota : 10

 

 

-Spoiler-

 

O novo “Halloween” foi vendido como sendo o ultimo filme da franquia, porém podemos perceber no final quando mostra a casa de Laurie em chamas e mostra o porão onde Michael estava “preso”, não vemos o corpo de Meyrs em chamas, a cena final mostra Allyson com a faca de Meyrs nas mãos, e após os créditos finais podemos ouvir a famosa respiração onipresente de Michael. Foi um final ambíguo aperto e que deixa um gancho para uma continuação. E se tivermos um novo filme com uma nova Laurie? É esperar para ver.