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Crítica: Crimes em Happytime

Por Tatiane Barroso

Crimes em Happytime além de fazer paródia com os Muppet´s e filmes do gênero Nior, também funciona com uma espécie de alegoria racial ao mostrar as tensões sociais vividas entre humanos e fantoches sempre considerados cidadãos inúteis e descartáveis. Com muito piada suja e humor escrachado, acompanhamos a saga do detetive particular Phil Philips (Bill Barretta) juntamente com sua ex-colega de trabalho na policia Det. Connie Edwards (Melissa McCarthy) para desvendar os assassinando do elenco de sitcom The Happytime Gang, uma série de TV que já foi muito popular e atualmente caiu no esquecimento bem como seus atores, que por sua vez passam por momentos difíceis.

O mistério dos assassinatos em Crimes em Happytime é idêntico ao mistério em muitos filmes noirs. Essa premissa não passa de uma desculpa para bisbilhotar a sociedade e ver quais as mazelas e feridas emergem das sombras. Os bonecos fofos do filme dirigido por Brian Henson revelam-se viciados em pornografia, drogas, cirurgia plástica e sexo. Esse contexto obsceno serve de ponto de partida para a história.

Os fantoches aqui são divertidamente expressivos.  Movendo-se com a rigidez de um homem de meia-idade, Phil ostenta sobrancelhas grossas e um cabelo desalinhado na cabeça. Além de solucionar os assassinatos, Phil ainda tem que resolver o caso de sua cliente recente Sandra (Dorien Davies), uma ninfomaníaca que busca sua ajuda em um caso de chantagem. Sandra enfrentará o mundo com um triste beicinho em vermelho-vivo e bolsas notáveis ​​sob os olhos excessivamente maquiados. As duas criaturas de pano certamente parecem muito mais animadas e desenvolvidas do que a detetive Connie Edwards, de McCarthy, ex-parceira de Phil na polícia de Los Angeles, que o expurgou da corporação anos atrás e garantindo que nenhum boneco usasse um distintivo novamente.

McCarthy não convence como uma policial suja e durona, características dos filmes noir. Seu vício em açúcar (alusão a cocaína) a distrai de lidar com as crises e situações de conflitos. Seu vício serve, antes de tudo, como um alívio, pois seu fígado de feltro transplantado consome todo o açúcar.

O diretor Brain Henson fez algo ousado e inovador ao utilizar fantoches para contar uma historia voltado para adultos que entretém ao mesmo tempo em que é estranho e louco pensar em um filme pesado em humor sexual e violência e ao mesmo tendo algo a dizer sobre minorias e suas tensões na sociedade moderna.