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Diferentes olhares para um clássico da música sinfônica

Com participação inédita da Cia. de Dança Palácio das Artes e de Saulo Laranjeira, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais celebra centenário de composição de História do Soldado, de Igor Stravinsky
Por Vítor Cruz

Em um concerto inédito, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais reúne nas séries Sinfônica ao Meio-Dia e Sinfônica em Concerto a Cia. de Dança Palácio das Artes e o ator e humorista Saulo Laranjeira, como Narrador. Com regência de Silvio Viegas, o concerto comemora os 100 anos da composição História do Soldado, de Igor Stravinsky, escrita poucos meses após o fim da Primeira Guerra Mundial e inspirada em um conto russo. A apresentação acontece na quarta-feira (19), às 20h30, com ingressos a R$ 20,00 (inteira), no Grande Teatro do Palácio das Artes.

A OSMG se apresentará com os naipes de cordas (violino e contrabaixo), de sopro (clarineta, fagote, trompete e trombone) e percussão, um formato reduzido, seguindo as exigências da própria partitura de Stravinsky. Já a Cia. de Dança vai levar ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes seis bailarinos, revezando a intepretação dos três personagens principais da história: o Soldado, o Diabo e a Princesa.

Escrita em um período de devastação no continente europeu devido ao fim da guerra, a composição reflete o clima que assolava a região. A proposta de Stravinsky com a obra, era proporcionar um momento de alegria a seu povo, como explica o maestro Silvio Viegas. “Os recursos eram mais escassos e, por isso, ‘História do Soldado’ tem esse formato mais reduzido, lembrando uma miniópera ou um espetáculo de bolso. Mas essa alteração não diminuiu a beleza da composição”, destaca o regente.

Silvio Viegas também chama a atenção para a versatilidade da obra, que pode ser executada de maneiras diferentes. “Essa peça, em especial, tem várias formas de ser levada ao palco. Ela pode ser apenas um concerto de câmara ou uma obra encenada, com a presença de bailarinos e atores no palco. Há uma gama de possibilidades de mudanças de cores, o que é sempre muito interessante. Estamos escolhendo a nossa cor, que preza, principalmente, pela união dos corpos artísticos”, pontua.

Montagem atualiza o clássico a partir de um olhar contemporâneo da dança © Thamiris Rezende /FCS

Uma dança sinfônica – Participando pela primeira vez das séries ao Meio-Dia e Em Concerto, a Cia. de Dança Palácio das Artes propõe uma releitura diferente à composição de Stravinsky, mesclando o virtuosismo da música sinfônica à abordagem vanguardista da dança contemporânea. A começar pelo elenco, formado por seis bailarinos do corpo artístico, que se revezará no palco entre as três personagens principais da história, ora interpretando de forma individual, ora em duplas.

A coreografia, uma construção colaborativa entre o diretor da CDPA, Cristiano Reis, e os bailarinos que integram o elenco, propõe uma experiência inventiva. Sem utilizar objetos comuns à narrativa, como o livro do Soldado e o violino, a dança estimula o público a sentir uma história que também é contada por meio de gestos e movimentos.

De acordo com Cristiano Reis, a proposta é mostrar que o resultado da mistura entre a dança contemporânea e a música sinfônica pode ser surpreendente. “Nossa ideia é revisitar essa obra centenária a partir de um olhar próprio, com as vivências e experiências da Cia. de Dança para, então, desconstruir uma composição que já é clássica e permitir que a dança também ocupe, à sua maneira, aquele espaço”, comenta Cristiano Reis.

Minas Gerais na alma – Para completar o elenco da montagem, o mineiro Saulo Laranjeira participará do elenco principal. Um dos mais consagrados nomes das artes cênicas no país, Laranjeira tem um currículo respeitável, passando por variadas produções, desde os dramas às comédias. A convite do maestro Silvio Viegas, ele vai emprestar sua voz a um dos personagens mais instigantes da história, o Narrador.

“O Saulo é um dos maiores artistas brasileiros. Ele carrega Minas Gerais na sua fala, na sua arte, na sua alma. Mesmo sendo conhecido do grande público por sua veia cômica, será uma experiência nova contemplar seu trabalho sob o olhar dramático que a obra de Stravinsky demanda. Ter um artista da grandeza do Saulo Laranjeira trabalhando em uma produção da Fundação Clóvis Salgado é motivo de imenso orgulho para nós”, comenta Silvio Viegas.

Saulo Laranjeira, que já interpretou trabalhos de grandes poetas, como Camillo de Jesus Lima, e emprestou sua voz para narrar a ópera “Auto da Catingueira”, obra de Elomar Figueira Mello, estará pela primeira vez ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, interpretando também de forma inédita, uma obra tão significativa do repertório erudito. Narrar a história de Stravinsky é, para o artista, um dos momentos mais importantes de sua carreira.

“Com certeza o público pode esperar uma versão magnífica dessa obra encantadora de Igor Stravinsky, que ocupa um lugar importante na história da música do século XX. Estou muito feliz em trabalhar junto com o Sílvio Viegas, que é um maestro extraordinário, com uma trajetória artística impecável e um histórico brilhante à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. A participação da Cia. de Dança Palácio das Artes se destaca de maneira surpreendente, com uma coreografia belíssima e emocionante”, conclui Saulo.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais © André Fossati

*Crédito da imagem em destaque: Thamiris Rezende /FCS

Serviço:
Sinfônica em Concerto – História do Soldado
Data:
19/9 (quarta-feira)
Horário: 20h30
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3236-7400 | fcs.mg.gov.br