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Festival “Cenas Curtas” reúne montagens de oito cidades

Com a proposta de fomentar novas linguagens e dar suporte às criações cênicas, evento acontecerá de 26 a 30 de setembro, no Galpão Cine Horto, e em quatro estabelecimentos do circuito Corretor Leste
Por Vítor Cruz

Foi só pra Continuar Viva (Belo Horizonte) © Lucas Avila

Marcado pela diversidade de temas e urgências sociais, políticas e artísticas, o Festival Cenas Curtas, um dos principais espaços para experimentação em teatro no Brasil, chega à 19ª edição. O evento será realizado de 26 a 30 de setembro no Teatro Wanda Fernandes e no circuito conhecido como Corredor Leste, no entorno do centro cultural do Grupo Galpão, no bairro Horto. PAra as apresentações realizadas na rua, a entrada é gratuita. Já as cenas de Palco têm ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada), à venda na bilheteria do espaço ou neste link.

Com o objetivo de provocar e fomentar pesquisa de linguagem por meio de criações cênicas, a mostra busca oferecer as melhores condições técnicas aos participantes, ajuda de custo financeira e, ao sugerir que o festival é o espaço para o “risco e o erro”, também pretende criar um ambiente acolhedor para se experimentar o novo. Peças teatrais de palco e rua de Belo Horizonte, da região metropolitana e outros cinco estados brasileiros foram escolhidos para se apresentar durante o Cenas Curtas 2018.

“Ao longo desses 19 anos, muitos espetáculos, diretores, atores, grupos e técnicos puderam experimentar e amadurecer suas criações. Entre centenas de exemplos, citamos um do início, o espetáculo de sucesso nacional ‘Por Elise’, que também deu origem ao Grupo Espanca e, recentemente, o ‘Rosa Choque’, que este mês se apresentou em Portugal. Sem dúvida, o Cenas Curtas é o festival que mais fomenta e deixa resultados concretos para a produção teatral de Belo Horizonte”, destaca Chico Pelúcio, diretor do Galpão Cine Horto e um dos fundadores do Grupo Galpão.

Dando sequência às ações do Corredor Leste, o evento conta com cinco intervenções artísticas chamadas Rolês, que abordam temas e estéticas diversas como o direito à cidade, luta contra o racismo e orgulho LGBTQIA+. Alternando-se entre as artes visuais, a música, a performance e a discotecagem, entre outras abordagens, os Rolês passaram pelo crivo de representantes dos espaços culturais belo-horizontinos Zona Last, Teatro 171, Gruta Casa de Passagem, Santa e Galpão Cine Horto, que acolherão as apresentações. Os critérios norteadores para a seleção foram a diversidade de linguagens e a adequação ao espaço. “O Festival insiste em programar as cenas de teatro de rua por acreditar que, sem incentivo e politicas públicas, esse gênero de teatro não sobrevive. Acreditamos que o teatro de rua seja a melhor estratégia para a democratização e interiorização desta arte”, informa Chico Pelúcio.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO 19º FESTIVAL CENAS CURTAS

Os critérios norteadores para a seleção foram a diversidade de linguagens e a adequação ao espaço. “O Festival insiste em programar as cenas de teatro de rua por acreditar que, sem incentivo e politicas públicas, esse gênero de teatro não sobrevive. Acreditamos que o teatro de rua seja a melhor estratégia para a democratização e interiorização desta arte”, informa Chico Pelúcio.

Este ano serão apresentadas 16 cenas de palco, três de rua e cinco rolês. Jovens atores que estão vivenciando processos de estudos e exploração de novas linguagens encontram no Festival Cenas Curtas um terreno fértil para a experimentação. “É o lugar onde podem colocar suas ideias em ação, mas de forma concisa, já que cada cena participante tem, no máximo, 15 minutos de duração”, explica o diretor do Grupo Galpão Cine Horto.

Ao todo, o Cenas Curtas 2018 recebeu 239 propostas, originárias de 45 cidades de 12 estados. Entre as escolhidas, 16 propostas são cenas de palco, três de rua e cinco rolês. Além da capital, foram contempladas propostas mineiras de Betim e Nova Lima, na Região Metropolitana, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

Somados os projetos escolhidos, o estado de São Paulo comparece com dois espetáculos selecionados, e Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina com uma representação cada. A curadoria das cenas de palco e rua foi realizada por Amaury Borges, Carlandréia Ribeiro, Chico Pelúcio, Henrique Vertchenko, Joyce Athiê e Ricelli Piva.

Debates e compartilhamentos – Como de costume, todos os dias, críticos, artistas e público se encontram para uma roda de conversa sobre as cenas apresentadas nos “Debates do Dia Seguinte”, momento para diálogos e reflexões sobre os trabalhos apresentados. Após as conversas, uma equipe de jornalistas vai abastecer a seção “No Calor da Cena”, no site do Galpão Cine Horto. Não bastasse, todos os dias, após as cenas, haverá um encontro no Bar do Festival. E, ainda, ao final, a “Festa de Encerramento”.

Nesta edição, os “Debates do Dia Seguinte” serão realizados por Clóvis Domingos, artista cênico, pesquisador e crítico teatral; e Nina Caetano, pesquisadora da cena contemporânea, performer e dramaturga. Clóvis Domingos é Doutor em Artes da Cena pela Escola de Belas Artes da UFMG, professor de Teoria e História do Teatro, colaborador fixo e editor-assistente no Horizonte da Cena (BH/MG). Integrante do agrupamento obsCENA (BH) no qual pesquisa práticas cênicas liminares. Como crítico atuou em eventos tais como: MITsp, Festival de Curitiba, Aldeia Sesc Ilha do Mel, Janela de Dramaturgia, Rede Sola de Dança, Mostra LAB etc. Atualmente desenvolve estágio de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFOP com estudos sobre historiografia da crítica teatral brasileira moderna e contemporânea.

Ensaio sobre Fragilidade (Belo Horizonte) © Daniele Pitanga e Pablo Bernardo

Doutora em Artes Cênicas pela ECA-USP, Nina Caetano é professora do PPGAC-UFOP. Desde 2007 integra o obsCENA, agrupamento independente de pesquisa cênica no qual investiga modalidades cênicas liminares. Com a performance “Espaço do Silêncio”, já se apresentou em diversos eventos no Brasil, como FRINGE (Curitiba, 2018), Urbarte (Salvador, 2017) e II Bienal Internacional de Teatro da USP (SP, 2015).

Entreato – A cena “Rolê: Rolezinho da Favelinha”, do Coletivo Lá da Favelinha, também é uma das atrações da 19ª edição Festival Cenas Curtas, com duas apresentações: “Disputa Nervosa” e “Favelinha Fashion Week”. A “Disputa Nervosa” é o evento que mobiliza centenas de jovens através das danças do funk, principalmente o passinho, oriundo do Rio de Janeiro, e que se tornou febre em Belo Horizonte. Ao promover um encontro entre comunidades, os jovens podem disputar quem é o melhor na dança. A disputa incentiva a troca de ideias e a ocupação dos espaços públicos da cidade.

O “Favelinha Fashion Week” tem movimentado o mundo da moda em Belo Horizonte. A ideia é promover grupos culturais, marcas independentes, a economia local e a sustentabilidade. E ao fazer moda de uma forma divertida e inovadora, os desfiles resultam em editoriais incríveis e revelam modelos de todas as idades, tamanhos e aparências, que moram no Aglomerado da Serra.

O Centro Cultural “Lá da Favelinha” é uma organização independente que promove oficinas educativas gratuitas e eventos culturais para jovens e crianças. Tudo começou com uma oficina de MCs ministrada por Kdu dos Anjos, artista nascido e criado na vila Novo São Lucas (Favelinha), no Aglomerado da Serra. A oficina cresceu, formou um grupo musical, fundou uma biblioteca, abriu as portas e rapidamente se tornou o Centro Cultural Lá da Favelinha.

Transvyadaji – Travesti de bolso (Santa Cataria ) © Lucas Bernardi

*Crédito da imagem em destaque: Estou Ensaiando (Paraná)  © AmiraMassabki