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FIT-BH divulga programação de 2018

De 13 a 23 de setembro, público vai conferir 20 produções, sendo nove internacionais e 11 brasileiras; Curadoria está baseada na ideia de Corpos-Dialetos
Por Redação Feira Cultural

A 14ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), que acontece de 13 a 23 de setembro em diversos espaços da capital mineira já tem sua programação definida. Durante dez dias, o festival vai trazer nove espetáculos internacionais e 11 espetáculos de grupos e artistas nacionais. A programação desta edição está sob curadoria de Grace Passô, Luciana Romagnolli e Soraya Martins. A cena local terá ainda oito produções selecionadas por uma comissão convidada. Os ingressos para todas as apresentações custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada) e serão vendidos pelo site do evento, partir de 3 de setembro.

Luciana Romagnolli, Soraya Martins e Grace Passô assinam a curadoria do FIT-BH 2018 © Ricardo Laf

O FIT-BH chega a sua 14ª edição permeado pelo conceito Corpos-Dialetos, sob o olhar atento de Grace Passô, Luciana Romagnolli, Soraya Martins, com os curadores-assistentes Anderson Feliciano, Daniele Avila Small e Luciane Ramos Silva. A equipe de curadoria, escolhida por meio de edital público de seleção em formato inédito, apresenta um conjunto de trabalhos teatrais a partir de uma perspectiva que vai na contramão de uma arte eurocentrada, ampliando a noção de teatro brasileiro e evidenciando como as matrizes africanas estruturam o teatro contemporâneo.

A abertura será realizada na quinta-feira (13), a partir das 19h, no Parque Municipal, com apresentação de “Batucada” (PI), em versão para espaço público, concebida pelo prestigiado coreógrafopiauiense Marcelo Evelin, e “Looping: Bahia Overdub” (BA), idealizado pelos artistas baianos Felipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino. Os dois trabalhos vão envolver cerca de 200 pessoas de Belo Horizonte, artistas ou não, e serão construídos a partir de residências realizadas em período anterior ao festival.

“Buscamos trabalhos que expandem nosso imaginário de Brasil e da cena teatral, recontam histórias, mudando a perspectiva de seus protagonistas, e investem na potência de corpos que estão em movimento, agindo como transformadores na sociedade”, afirmam as curadoras. Para Fabíola Moulin, presidente da Fundação Municipal de Cultura, “É uma marca histórica do FIT que suas edições tragam para a cidade reflexões da contemporaneidade. E esta edição segue calcada pela busca da transformação. Pela primeira vez, ampliamos as formas de participação social e parcerias, com o lançamento de dois editais públicos inéditos: um para seleção pública de Organização da Sociedade Civil (OSC), que atua na gestão e a produção do Festival, e outro para seleção de equipe curatorial”.

SAIBA MAIS: FIT-BH 2018 convoca cidadãos a fazerem parte da abertura do festival

Alinhados com o conceito do festival, nesta edição, os trabalhos nacionais e internacionais trazem propostas que refletem como as identidades marcam nossas vivências estéticas e políticas, dialogam com a realidade do país e repensam criticamente os processos de colonização. Solos como os de Dorothée Munyaneza, Alesandra Seutin e Ntando Cele misturam linguagens do teatro, dança e música para reelaborar narrativas históricas oficiais a partir das experiências de corpos ainda em diáspora. Artistas portugueses também criticam seu passado colonial em “Libertação” e Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas” (Portugal). E o potiguar “A Invenção do Nordeste” (RN) e o paulista “Isto É um Negro?” questionam a construção de identidades geográficas e étnico-raciais redutoras.

Da cena nacional serão apresentados os trabalhos: “A Gente Combinamos de Não Morrer” (PB), “A Invenção do Nordeste” (RN), “Assembleia Comum” (MG), “Batucada” (PI), “Chapeuzinho Vermelho” (RS), “Do Repente” (TO), “Isto é um Negro?” (SP), “Looping” (BA), “Merci beaucoup, blanco!” (BA), “Quaseilhas” (BA), incluindo dois trabalhos de Belo Horizonte – “Assembleia Comum” e a performance “Chorar os Filhos”, de Nina Caetano. Já na internacional, serão apresentados os espetáculos “Arde brillante en los bosques de la noche” (Argentina), “Black Off (África do Sul/Suíça), “Ceci N’est Pas Noire” (Inglaterra/Bélgica/Zimbabue), “Donde Viven los Barbaros” (Chile), “Eve” (Escócia), “Libertação” (Portugal), “Simón, el Topo” (Peru), “Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas” (Portugal) e “Unwanted” (Ruanda/França).

Ceci n’est pas Noire! © Camilla Greenwell

Para a Mostra Local do festival serão escolhidos ao menos 8 espetáculos da capital mineira e Minas Gerais que contaram com processo de seleção por meio de regulamento, totalizando o recorde de 178 inscrições. Este ano também será realizado o Memória FIT, um conjunto de exposições que recordam espetáculos locais que fizeram parte da história do Festival. Em cada uma das exposições, serão apresentados objetos, figurinos, cenários e registros que procuram resgatar no espectador a memória de cenas e momentos vivenciados na trajetória do FIT, contando com o envolvimento de diversas companhias da cidade.

Mais informações: fitbh.com.br