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“Luna” filme do diretor mineiro Cris Azzi é selecionado para o Festival de Brasília

Drama será exibido na mostra competitiva do 51° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que ocorre entre os dias 14 e 23 de setembro
Por Redação Feira Cultural

O longa-metragem Luna (Cineart Filmes), de Cris Azzi, foi selecionado para a mostra competitiva do 51° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que será realizado entre 14 e 23 de setembro, na capital federal. O filme conta a história do encontro de duas jovens, Luna e Emília, e acompanha a trajetória e as consequências desse encontro.

Eduarda Fernandes (Luna) e Lira Ribas (mãe) em cena de Luna © Bruno Magalhães /Divulgação Cineart Filmes

Luana é uma adolescente introvertida, criada por sua mãe solteira. No primeiro dia de aula do último ano escolar, ela conhece Emília, também filha única, mas com pais ricos que vivem viajando. Sentindo a mesma solidão em contextos totalmente diferentes, as duas se tornam amigas. Mas a promessa dessa amizade intensa e explosiva é interrompida, quando Luana tem sua intimidade exposta nas redes sociais. Diante de uma situação cada vez mais opressiva, ela terá que descobrir quem realmente é: a menina que se esconde ou a mulher que se revela?

A história da Luana e de seu encontro com Emília atravessa temas como a descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias, a busca por novas experiências, por pertencimento e autoafirmação. “Coloca à prova aspectos como liberdade e preconceito, liberdade e abuso, liberdade e julgamento moral. Mas a meu ver, para além dessa camada, o filme se orienta na potência do encontro com o outro, no amor e nas suas contradições”.

“Em 2014 me vi chorando diante de uma matéria jornalística que narrava a morte de uma jovem brasileira de 17 anos que tirou sua própria vida após ter um vÍdeo de sexo viralizado nas redes sociais. Quatro anos depois, com o filme já montado, ainda me pergunto em qual lugar íntimo essa história me moveu a ponto de fazer um filme com essa inquietude como ponto de partida” conta o diretor.

Para realizar sua primeira ficção, Azzi praticou o exercício da escuta. “Me vi diante de um universo de meninas brasileiras com muitas histórias de decepções com o universo masculino. Abusos, assédio, estupro, abandono. Hoje, ao olhar para o percurso do filme, entendo que esses fatos recorrentes nas conversas foram borrando o roteiro naturalmente”, diz Azzi.

“Durante esses quatro anos de realização, as reivindicações femininas ganharam luz no Brasil e indicam um caminho espinhoso, mas sem volta, na direção da igualdade de direitos em relação aos homens. Nesse sentido, quando ainda me vejo tentando entender por qual motivo a história lida no jornal me tocou tanto, começo a perceber que falar desse universo é também uma busca pessoal por aprendizado e ressignificação nas minhas relações humanas. Ainda estou em busca de respostas”, completa Azzi.