Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Crítica: Megatubarão

Filme apresenta história crível, bons efeitos especiais e uma homenagem ao clássico que iniciou a era de monstros marinhos
Por Antônio Pedro de Souza

Megatubarão, filme que estreia esta semana nos cinemas, não traz nenhuma novidade ao gênero de monstros marinhos, mas é divertido e assustador nos momentos certos. Melhor: esqueça os efeitos toscos das produções do Syfy (canal de TV por assinatura mestre em fazer filmes de ficção com efeitos “doídos”). Megatubarão não segue a linha Sharknado (uma das “pérolas” exibidas no Syfy): ele consegue apresentar uma história crível e efeitos até bem realistas.

A impressão que dá é que o filme é composto por blocos narrativos isolados que, ao se unirem, dão a dimensão do filme de quase duas horas. E isso é legal pra caramba! Vale lembrar que alguns clássicos do cinema utilizaram o mesmo efeito e foram bem sucedidos. Em Psicose (1960), temos praticamente dois filmes em um: a primeira parte acompanha Marion Crane (Janet Leigh) em sua viagem até a fatídica cena do chuveiro. A partir daí, o foco muda e passamos a acompanhar Lila (Vera Miles) investigando o desaparecimento da irmã até a conclusão da história.

Tubarão (1974), um dos precursores dos filmes sobre animais gigantescos do mar que atacam os humanos, também segue essa linha: a primeira parte mostra os ataques do tubarão à praia turística e se encerra quando o xerife, um oceanólogo e um caçador de recompensas firmam um pacto para caçar o animal. A segunda parte – com quase uma hora de duração – mostra apenas os três homens em um barco enfrentando a fera.

Assim, com Megatubarão, temos praticamente a mesma coisa: o prólogo, com menos de cinco minutos, apresenta Jonas Taylor (Jason Statham), personagem central do filme que tem que tomar uma decisão questionável em uma operação de resgate. Por causa da decisão, ele é afastado de suas funções e refugia-se na Tailândia. Passam-se cinco anos e uma equipe investiga o fundo das Fossas Marianas (ponto mais fundo dos oceanos). Os cientistas afirmam que pode haver uma camada mais profunda ainda. Quando o submarino ultrapassa os limites conhecidos, é atacado. O chefe da estação de pesquisas, então, chama Jonas para o resgate. Após o fim do resgate, começa um “terceiro bloco” do filme, com os cientistas descobrindo que o tal tubarão pré-histórico conseguiu escapar dos confins das águas e está mais próximos do que eles imaginam. Aqui se concentra grande parte da ação, mas não terminam os “blocos” dos quais o filme é feito.

O quarto bloco mostra uma operação de evacuação da plataforma de pesquisas e o tubarão indo em direção a uma… praia muito movimentada! É o ato final.

Nesse último ato, vale ressaltar várias passagens: a começar, a trilha que traz “Hey Mickey” que, para os brasileiros, ficou bem conhecida na voz de Xuxa nos anos 1980. Há, ainda, uma rápida homenagem ao Tubarão dos anos 1970, quando um garotinho resolve entrar na água e a mãe fica da praia olhando, além do clássico grito de uma moça: “Tubarão!” Atente-se ainda para a participação de um cãozinho durante um casamento em alto-mar e como se dá o encontro do mamífero com a fera marinha.

Enfim, Megatubarão é um filme que propicia duas horas de diversão, alguns sustos e que é bem produzido, tanto em matéria de edição, quando de efeitos visuais. Não é como o clássico de Spielberg, mas também não é como os intermináveis Sharknados do Syfy…

***

Nota do Crítico: 9,5

***

Clique aqui para assistir ao trailer do filme

***

Sinopse oficial:

Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de mais de vinte metros de comprimento, o megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês contrata Jonas Taylor, um mergulhador especializado em resgates em águas profundas que já se encontrou com a criatura anteriormente.

***