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Crítica: Mamma Mia! – Lá Vamos Nós de Novo

Filme é divertido e envolvente, mas perde bastante o brilho do primeiro ao tirar o protagonismo de Meryl Streep
Por Antônio Pedro de Souza

Talvez o principal eixo narrativo de Mamma Mia! – Lá Vamos Nós de Novo, longa que chega à telonas brasileiras neste dois de agosto, seja também o seu maior defeito: a morte da protagonista Donna (Meryl Streep). Sequência do sucesso de uma década atrás, o novo filme traz o elenco original reprisando os mesmos papéis, as músicas inconfundíveis e irrestíveis do quarteto ABBA e uma nova leva de atores vivendo os personagens do longa de 2008 em uma versão mais jovem.

Não demora muito para que comecemos a acompanhar o ritmo das canções e nos deixarmos levar pelas letras bem escolhidas, os cenários paradisíacos e, claro, pelas situações tragicômicas que saltam da tela a cada minuto. Porém, fica a sensação de que está faltando algo. E esse “algo” é ninguém menos que Meryl Streep.

Mamma Mia! – Lá Vamos Nós de Novo começa um ano após a morte de Donna. Sophie (Amanda Seyfried), como forma de homenagear a mãe, reforma a casa que a personagem ocupou por toda a vida adulta na Grécia, transformando-a num belíssimo hotel. Para a inauguração, ela convida seus “três pais” e as amigas da mãe, entre outros. A partir daí, o filme passa a ser contado em dois tempos: o presente, com Sophie preparando tudo para a reabertura do hotel, e o passado, com Donna jovem descobrindo o mundo.

Amanda Seyfried e Meryl Streep em cena de “Mamma Mia! – Lá Vamos Nós de Novo” Todas as imagens são de divulgação da Universal Pictures

A história é bem contada, os fatos são bem amarrados e o longa respeita o seu precursor, mas como disse acima, a falta de Meryl Streep na tela durante todo o longa nos faz sentir que falta um elemento precioso na produção. É como se fizessem uma sequência de O Diabo Veste Prada e só víssemos a Andrea e a Emily falando sobre Miranda, mas sem nunca vermos o rosto dela. Ficaria estranho, não é? Pois é. É essa a sensação que dá ao vermos essa nova parte de Mamma Mia!

É claro que a presença da atriz está ali: há fotos dela espalhadas pelo cenário e a própria Lily James, que vive a Donna jovem, revive alguns trejeitos da veterana atriz, mas, infelizmente, não é a mesma coisa.

Pra piorar um pouco a situação, o jeito como os personagens falam da falecida Donna faz parecer que eles estejam prestando uma homenagem à atriz e não à personagem. Em alguns momentos, o longa parece ser uma homenagem póstuma a uma atriz viva, devido à carga melancólica aplicada a algumas cenas.

E aí, podemos concluir que o paradoxo maior do filme é exatamente esse: a linha narrativa deve mostrar como a filha e os amigos estão sem Donna, mas o filme parece não querer funcionar sem Meryl Streep que deu vida à Donna.

Ela aparece, é claro, na sequência final. E sua participação acaba se tornando um dos pontos altos e mais emocionantes do filme. Mas os roteiristas poderiam ter incluído uma ou outra cena de flashback em que Sophie interagisse com a mãe ou, ainda, que a jovem Donna envelhecesse e a víssemos como a Donna que todos lembravam do primeiro filme, enfim. Deixar para colocar Meryl quando falta apenas 10 minutos de filme não soou muito bem.

            Em relação aos musicais, vale ressaltar ao menos quatro: quando Sophie e Sky (Dominic Cooper) têm uma discussão por telefone – ela está na Grécia e ele em Nova York –. A cena é linda, os efeitos de câmera e a interação dos personagens com o cenário composto por camas, espelhos e paredes é belíssima. Outro musical fantástico é quando dois dos pais de Sophie reúnem várias pessoas e as levam para a inauguração do hotel. Enquanto as pessoas cantam na ilha, o grupo se aproxima de barco – há até uma mini-referência ao Titanic – também cantando e dançando. A cena é repleta de colorido e bonita de se ver. Há ainda o musical na inauguração do hotel, com Cher e, finalmente, o último número – onde Meryl está inserida – e há a interação do elenco jovem e veterano cantando e dançando juntos.

Cabe, porém, um apontamento sobre os musicais: a música-título, Mamma Mia! deveria estar presente em um momento mais alegre do filme – talvez o número final, com todos os atores cantando e dançando – ressaltando, talvez, a comunhão entre elenco e personagens proposta pela cena final. No entanto, não é isso que acontece: Mamma Mia! toca no meio do filme e é cantada apenas Lily James, Jessica Keenan Wynn e Alexa Davis, respectivamente Donna, Tanya e Rosie jovens.

Por fim, o filme vale por mostrar o passado de Donna, como ela conheceu os pais de Sophie e como Sophie está passando por uma situação semelhante à da mãe – com a diferença de saber quem é o pai de seu filho, como ela mesma ressalta. Atente-se para uma divertida cena pós-créditos que não interfere em nada na história, mas é engraçada pelo simples fato de estar lá.

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Nota do Crítico: 8

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Clique aqui para assistir ao trailer do filme

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Sinopse oficial:

Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. No anos 1970, a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical, parceria com as amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, ela se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry, Sam e Bill.

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Ficha Técnica:

Direção:

Ol Parker

 

Elenco:

Lily James – Donna (Jovem)

Amanda Seyfried – Sophie

Meryl Streep – Donna

Pierce Brosnan – Sam

Colin Firth – Harry

Stellan Skarsgård – Bill/Kurt

Cher – Avó

Julie Walters – Rosie

Christine Baranski – Tanya

Dominic Cooper – Sky

Andy Garcia – Fernando Cienfuegos

Josh Dylan – Bill (Jovem)

Hugh Skinner – Harry (Jovem)

Jeremy Irvine – Sam (Jovem)

Alexa Davies – Rosie (Jovem)

Jessica Keenan Wynn – Tanya (Jovem)

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Confira a galeria de fotos: