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Sempre Um Papo recebe Leonardo Boff

Teólogo vai debater a construção de uma democracia sólida e de cunho social no país
Por Redação Feira Cultural

Brasil – Concluir a Refundação ou Prolongar a Dependência?

O Sempre Um Papo recebe o teólogo Leonardo Boff para o debate o lançamento do livro Brasil – Concluir a Refundação ou Prolongar a Dependência? (Ed. Vozes). O autor, há cinquenta anos, acompanha o curso político-social do Brasil assessorando movimentos sociais e vários tipos de comunidades de base cristas, unindo a tudo isso um estudo acurado dos principais intérpretes de nossa história. Reúne, neste livro, suas reflexões provocadas pela atual crise que atinge os fundamentos denossa sociedade. O evento quinta-feira (12), às 19h30, com entrada gratuita, no auditório da Cemig.

Em “Brasil – Concluir a Refundação ou Prolongar a Dsependência?” Leonardo Boff levanta os principais nós górdios que travam a construção de uma democracia sólida e de cunho social, visando incluir os milhões que vieram da grande tribulação seja do tempo da Colônia, seja dos 300 anos de escravidão e que ainda padecem nas grandes periferias de nossas cidades.

Coloca-se a questão: como impedir o prolongamento de nossa dependência histórica e reforçar a refundação de uma nação autônoma e soberana que pode contribuir para o devenir da nova fase da humanidade, a planetária. Em função disso valoriza a nossa riqueza ecológica, a cultura original brasileira e o povo ainda em fazimento, criativo, alegre, hospitaleiro e aberto às dimensões do mundo.

Leonardo Boff (1938) foi por mais de 20 anos professor de Teologia Sistemática no Instituto Franciscano de Petrópolis e posteriormente professor de Ética, Filosofia da Religião e de Ecologia Filosófica na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi também professor visitante em várias universidadesestrangeiras. Por muitos anos , coordenou as publicações da Editora Vozes, especialmente a obra completa de C.G. Jung. É membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra, da qual é um dos co-redatores. Em 2002, foi galardoado pelo Parlamento sueco com o Prêmio Nobel Alternativo da Paz por associar ecologia com justiça social e espiritualidade.

É autor de quase 100 livros, na sua maioria publicados pela Editora Vozes. Para ele, os momentos de crise político-social que estamos vivendo nos oferecem a ocasião de repensarmos o país. Primeiramente, ver os fundamentos históricos que o sustentaram até o presente (a colonização e a escravidão) cujas consequências se fazem sentir até aos tempos atuais. A colonização e a escravidão criaram estruturas mentais que estão submersas em nossas instituições e no imaginário, especialmente das classes dominantes, herdeiras da Casa Grande. O que triunfou sempre, mesmo na República e na democracia posterior, foi a conciliação entre as classe opulentas, de costas para o povo, para o qual não havia nenhum projeto de humanização e integração.

Nossa democracia sempre foi de baixa intensidade e controlada pelas classes financeiramente detentoras do poder. Historiadores mostraram que sempre que as classes populares erguiam a cabeça e conseguiam algum avanço, ocorria um golpe, com medo de que os direitos chegassem a prevalecer sobre os privilégios históricos. A deposição da Presidenta Dilma Rousseff em 2016 deve ser lida dentro desta ótica. As classes dominantes voltaram com todo o vigor, desmantelando políticas sociais, duramente conquistadas e impondo medidas de austeridade que implicaram a perda de direitos e o aumento da desigualdade e da pobreza. Seguramente o resultado final da crise atual é um novo pensamento sobre o Brasil e a definição de um projeto nacional, soberano, autônomo e aberto à nova fase planetária da Humanidade.

Serviço:
Sempre Um Papo com Leonardo Boff
Data:
12/7 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Auditório da Cemig
Endereço: Rua Alvarenga Peixoto, 1200 – Santo Agostinho
Entrada gratuita
Informações:
(31) 3261-1501 | sempreumpapo.com.br