Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Crítica: 50 São os Novos 30

Por Fábio Augusto Gomes

Uma mulher de meia idade é deixada pelo marido, perde o emprego, volta a morar na casa dos pais e no meio de todo esse retrocesso encontra o amor da sua vida. Clichê? Bom, assim como varias comédias “50 são os novos 30” tem como base da sua história essa premissa. Filme da diretora, atriz e roteirista Valérie Lemercier, veio para mostrar que nunca é tarde para recomeçar tanto na vida pessoal, quanto na profissional.

Um filme bom, que cativa quem está o assistindo e consegue tirar sorrisos ao longo de todo seus 95min. Infelizmente, ele tem alguns problemas em seu argumento, logo que o filme começa já sabemos o que vai acontecer durante toda a trama e como ela irá terminar. Tudo é previsível, os personagens são super estereotipados; vemos isso principalmente na protagonista Marie-Francine sem qualquer vaidade, roupas estranhas, cabelos desgrenhados, óculos garrafal e mesmo tendo 50 anos, tem gostos e hábitos de uma jovem de 14. Esperamos todo o filme a evolução de Marie e não vemos nada mudar, nem na aparência, (o que é um ponto positivo, pois mostra que ninguém precisa ter uma beleza padrão para ser feliz) mas também não vemos a evolução pessoal dela. O que leva a outro ponto fraco do filme, por ser um filme dirigido, roteirizado e protagonizado por uma mulher e estarmos em uma época em que o feminismo está ganhando tanta força e visibilidade, ficamos surpresos pela personagem principal só encontrar sentido em sua vida quando encontra um homem. Passando a falsa mensagem de que para uma mulher ser feliz precisa estar ao lado de um homem. Durante a trama ela conhece Miguel (Patrick Timsit), com quem começa á viver um romance, mas por vergonha de sua atual situação, Miguel mente para Marie-francine, mas mesmo quando ela descobre a mentira parece ser irrelevante e a trama simplesmente segue em frente.

Apesar de não ser um filme para se inspirar e ter personagens que não mais combinam com o nosso tempo, podemos tirar dele também coisas boas. Vemos como é difícil construir relações diante tantos contratempos e que á vida não é sempre como planejamos, mas mesmo quando as coisas não estão saindo como a gente quer, temos que agarrar novas oportunidades. Outro ponto positivo é a trilha sonora muito alegre, bem animada e repleta de fados portugueses, o que dá alegria ao filme em meio de tantas desventuras.

 

Nota: 4