Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Crítica: ‘Jurassic World: Reino Ameaçado’

Quinto filme da saga dos dinossauros inova ao mostrar um lado além do predador; referências também não passam despercebidas
Por Antônio Pedro de Souza

Parque dos Dinossauros (Jurassic Park), lançado em 1993, pode ser considerado um filme revolucionário sob vários aspectos: a tecnologia usada para dar vida aos dinos, mesclando computação gráfica e animatrônica; o enredo bem amarrado que nos faz crer que, sim, é realmente possível recriar dinossauros a partir de DNA retirado de um mosquito preso em uma pedra; o elenco afiado e as cenas de tirar o fôlego. O filme de Steven Spielberg é um daqueles que conseguem atrair os mais variados públicos: os jovens que buscam uma boa história de ação e aventura, as crianças que querem uma divertida história com dinossauro, os adultos que querem um pouco de romance, os nerds  que estão atrás de novas tecnologias, enfim! É um filme pra todo mundo.

Duas décadas e meia e quatro filmes depois, a franquia parece tão “desextinta” quanto os dinossauros criados pela InGen e mostra que é possível se reinventar sem perder a essência que a fez um marco do cinema na década de 1990.

Quando Jurassic World: Reino Ameaçado começa, está claro para a humanidade os perigos e os erros que foi ter trazido de volta à vida as gigantescas criaturas.

Não há mais segredo sobre os acontecimentos nos filmes anteriores e o melhor: o filme não segue a linha “desconsidere os eventos anteriores”. Cada capítulo realmente existiu e faz parte da mitologia da série.

O mundo assistiu estarrecido aos eventos que levaram ao fechamento do parque em 2015 e, após muito dinheiro gasto em multas e indenizações, o projeto foi abandonado de vez. Ao menos é que se acha.

Os dinossauros, claro, ficaram na ilha isolados do resto do mundo. Um vulcão, porém, entra em ação colocando em risco a vida no local e dando início ao conflito ético que irá permear a primeira metade do filme: os humanos devem interferir e salvar os dinossauros que eles mesmos criaram ou deve deixá-los à própria sorte, provavelmente sendo extintos mais uma vez?

Se este é o embate da primeira metade, o da segunda parte é ainda mais intrincado, pois envolve uma perigosa transação comercial e a revelação de segredos que remontam ao primeiro Parque dos Dinossauros… Sim! Nós não sabíamos de toda a verdade.

Em meio aos embates éticos, é claro que estão as famosas cenas de ação, romance, aventura e todos os clichês jurássicos explorados nos últimos 65 milhões de anos, quero dizer, nas duas últimas décadas e meia nos outros quatro filmes da série.

Vale destacar (contém spoiler a seguir) a cena em que o personagem de Chris Pratt quase é atingido pela lava do vulcão e o fim melancólico da ilha nublar: a última cena da ilha é de partir o coração do mais durão dos jurássicos.

No desfile das criaturas estão, mais uma vez, o Tiranossauro Rex, o Velociraptor e aqueles pequenos e “endemoniados” dinossauros que se juntam para perseguir suas vítimas dando pequenas, mas mortais mordidas.

Mais uma vez, foi usada uma mescla entre animatrônica e computação gráfica e podemos perceber leves, mas notáveis, referências a filmes como Velocidade Máxima,  O Exterminador do Futuro e Residente Evil.

Jurassic World: Reino Ameaçado também se volta para a origem, homenageando seus antecessores, como em uma cena em que o dinossauro abre uma porta (filme 1), uma cena na piscina (filme 2) e por aí vai.

Por fim, o tom policialesco aumenta à medida que o filme passa, dando um novo tom à saga que também passa a mostrar os dinossauros não apenas como os brutamontes vistos anteriormente, mas como seres vivos que só querem sobreviver.

Uma dica: Fique até o fim dos créditos, pois há uma micro cena que vale a pena ser vista.

 

***

Nota do Crítico: 10*

***