Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Inscrições para o projeto “Territórios de Invenção: Residências Musicais” estão abertas até 25 de junho

Projeto promove troca de experiência artística em seis cidades mineiras; Grandes nomes da criação e da formação musical mineira vão compartilhar processos de criação e performance com estudantes
Por Redação Feira Cultural

De julho a outubro deste ano, duos e trios formados por músicos experientes de Minas Gerais vão ocupar espaços convencionais de ensino de arte, como conservatórios e universidades, de seis cidades do estado para compartilhar práticas e processos de criação em música e performance com artistas e estudantes dessas localidades. Essa é a proposta da 2ª edição do projeto Territórios de Invenção: Residências Musicais, realizado pela Fundação de Educação Artística (FEA) e promovido pelo Programa Música Minas da Secretaria de Estado de Cultura.

O primeiro município a receber a iniciativa é Contagem, com a residência musical dos artistas de “O Grivo”, no período de 9 a 19 de julho, no Espaço das Artes. As inscrições para esta etapa podem ser realizadas até 25 de junho. Cada cidade do projeto conta com prazo específico. Os candidatos se inscrevem, gratuitamente, por meio do preenchimento de ficha de inscrição online disponível na página oficial do projeto no Facebook ou pelo perfil do Instagram.

Além da região metropolitana, a iniciativa contempla os municípios de Varginha (30 de julho a 10 de agosto, com as residências de Joana Queiroz e Rafael Martini), Juiz de Fora (20 a 31 de agosto com Marina Cyrino e Matthias Koole), São João Del Rei (03 a 14 de setembro com Elise Pittenger e Fernando Rocha (Duo Qattus) | Felipe José), Araçuaí (17 a 28 de setembro com Titane e Makely Ka) e encerra em Araguari (15 a 26 de outubro com Edson Fernando e Ricardo Passos).

O material criado, durante o tempo de convívio nas residências artísticas do projeto, será aberto ao público ao final de cada processo, em apresentações espontâneas, com formatos diversos: ensaios abertos, intervenções musicais ao ar livre, apresentações, concertos e instalações sonoras.

“A continuidade deste projeto, que teve sua primeira edição em 2016, fortalece a aproximação entre estudantes e artistas de várias partes do estado, construindo assim uma ampla rede criativa de experimentação e saberes musicais, em Minas”, explica uma das coordenadoras artísticas do projeto, a musicista e pesquisadora, Patrícia Bizzotto.

Com uma concepção original, com foco nas residências, Patrícia ressalta que objetivo é menos o resultado e mais o processo, que se dá a partir do deslocamento do artista para outra cidade, da imersão nas residências, do trabalho colaborativo com outros músicos, da multiplicidade de estilos, provocações e investigações. “Além de difundir a criação musical contemporânea mineira, o projeto vai provocar encontros, afetos e estímulos para a percepção e a invenção de linguagens e de espaços sonoro-musicais”, acrescenta.

“O tema escolhido para esta edição é Paisagem Sonora Agora”, explica a etnomusicóloga, Lúcia Campos, também coordenadora artística do “Territórios de Invenção”. Segundo ela, as residências, que duram cerca de 10 dias, terão como ponto de partida as questões: Como a música engendra a percepção de cada território? Como as paisagens sonoras são construídas, mas também destruídas? Como é uma escuta moderna da natureza? O que é natural na escuta da cidade? Qual o reflexo do caos ambiental em nossas formas urbanas de escuta?

“As residências têm um espaço-tempo intensivo e urgente de experimentação, de criação, através da prática musical e da escuta aberta e ativa sobre cada local, cada cidade, seus espaços, suas paisagens, seus habitantes, humanos e não-humanos, suas tensões e fricções. Ao mesmo tempo em que a experiência do deslocamento é motivo para a criação, as relações ali estabelecidas no agora, através do som, da música, inventam novos territórios possíveis”, explica Lúcia Campos.

Para o secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo, a iniciativa constitui um dos pontos mais positivos do programa Música Minas. “As Residências enriquecem o Música Minas e provocam desdobramentos importantes em vários centros musicais do Estado”, pontua o secretário, que também ressalta o fato das propostas ocuparem de uma forma diferente os espaços formais de ensino da música e espaços culturais públicos das cidades. “É uma conjugação extremamente produtiva do potencial dos conservatórios e escolas superiores com os estímulos inovadores da Fundação de Educação Artística”, explica.

Com 55 anos completados em maio de 2018, a FEA é reconhecida nacionalmente por promover, estimular e difundir a música contemporânea em nível de prática, pesquisa e investigações de linguagens. Nesse sentido, a diretora da Fundação de Educação Artística, Berenice Menegale, considera que “Territórios de Invenção é um momento de estímulo para os músicos das ‘cidades-residências’, um sopro de renovação, oportunidade de contatos enriquecedores, ocasião para descobertas e um salto para o futuro da arte”, diz.

Residência Musical “Som e Improvisação” – Contagem

A primeira etapa do projeto Territórios de Invenção – Residências Musicais será realizada em Contagem (região metropolitana), entre os dias 09 e 19 de julho, na Secretaria Municipal de Cultural – Espaço das Artes. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 25 de junho por meio do preenchimento de ficha de inscrição online disponível nas mídias sociais do projeto.

Os artistas selecionados para ministrar a primeira das seis residências musicais têm perfil singular quanto à natureza pretendida com o tema Paisagem Sonora Agora. O Grivo, formado por Nelson Soares e Marcos Moreira, realiza desde 1990 pesquisas em torno da expansão do universo sonoro, inclusive com criação de máquinas e mecanismos sonoros, além de notabilizarem-se por trilhas realizadas para filmes e instalações artísticas.

Artistas d’ O Grivo ministram a oficina “Paisagem Sonora Agora”, na primeira etapa do projeto © Divulgação /FEA

A residência tem como proposta a criação e montagem de um repertório inicial de improvisações musicais. Através da investigação e procura por sons pouco convencionais, de pesquisas com amplificação e de transformações sonoras por meio de recursos eletrônicos, o trabalho busca formas de se fazer música a partir de regras de improvisação.

Por meio da apreciação de alguns trabalhos musicais e audiovisuais (filmes, instalações, instalações sonoras, vídeos, etc), pretende também discutir a função e as diferentes formas de utilização do som concreto (sons de máquinas, objetos e de sons gravados nos mais diversos ambientes) na construção de um diálogo com a música improvisada. Todo o material será reunido e apresentado em um concerto/performance. O público-alvo são candidatos a partir de 18 anos, tendo ou não experiência artística.

Saiba mais em: fb.com/ResidenciasMusicais