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Mário Gomes é o convidado do Curta Circuito para sessão comentada do filme “Beijo na Boca”

Sucesso de público no ano de seu lançamento, o longa aborda a violência sob a perspectiva feminina, pouco comum aos filmes da época; Bate-papo após a sessão contará ainda com a presença da crítica carioca Eliska Altmann
Por Redação Feira Cultural

A 17ª edição do Curta Circuito – Mostra de Cinema Permanente dá continuidade à programação e traz para a próxima sessão um dos sucessos de bilheteria do ano de 1982, o filme Beijo na Boca. Após a exibição, que acontece na segunda-feira (11), às 20h, no Cine Humberto Mauro, haverá bate-papo com o ator Mário Gomes e com a socióloga e pesquisadora de cinema, Eliska Altmann. A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos na bilheteria do cinema 30 minutos antes da exibição.

Mário Gomes em cena de “Beijo na Boca” (1982) © Divulgação /Curta Circuito

Dirigido pelo cineasta Paulo Sérgio Almeida, produzido por Pedro Carlos Rovai e roteirizado por Euclydes Marinho, o longa apresenta uma trama recheada de ciúme, assassinatos e belas paisagens do Rio de Janeiro. Além do casal de protagonistas – Mário Gomes e Cláudio Ohana – outros nomes de peso fazem parte do elenco, como Joana Fomm, Denis Carvalho e Stephan Nercessian.

A produção narra a história de Celeste (Cláudia Ohana), típica garota de Copacabana, filha única de um militar (Milton Moraes) e uma dona de casa (Joana Fomm). Mário (Mário Gomes) trabalha no Planetário e mora perto da Cinelândia, mantendo contato com boêmios, travestis e traficantes. Eles se conhecem durante um curso de astronomia e se apaixonam. Por causa da família, a moça se esquiva.

O rapaz vai atrás dela e consegue sua atenção. Celeste sai de casa e vai morar com Mário, em um ambiente conturbado. Ciumento, investiga os ex-namorados da jovem e vai atrás deles com ajuda da própria Celeste. Eles talvez não imaginassem as tragédias e os problemas que viriam em seguida.

Apesar do machismo comandar a maioria das produções nacionais na década de 1980, Beijo na Boca apresenta a mulher como elemento devorador e senhora de si. Produzido por Pedro Carlos Rovai – conhecido pelas pornochanchadas dos anos 1960 e 1970 – o filme desassocia a violência como elemento pertencente apenas ao universo masculino.

“Celeste (Cláudia Ohana), a cocota filhinha de papai, manipula um idiota. É o confronto da força bruta com a força do sexo, cheio de tintas novelescas e cartões-postais do Rio de Janeiro. Tudo planejado por Paulo Sérgio Almeida, diretor que mais tarde se especializou na franquia dos filmes de Xuxa Menenghel. Beijo na Boca usa algumas histórias de crimes cometidos por casais homicidas. Bonitos e, de longe, absolutamente normais”, afirma Andrea Ormond, curadora da mostra.

Mesmo não confirmando a relação e reforçar que qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência, a história do filme lembra bastante os crimes cometidos pelo engenheiro Wanderley Gonçalves Quintão e a estudante Maria de Lourdes Leite de Oliveira, mais conhecidos como o Caso Van-Lou. Os assassinatos dos ex-namorados de Lourdes, ocorridos em 20 de de novembro e 3 de dezembro de 1974, receberam ampla cobertura da imprensa e causaram comoção popular.

 

CONFIRA TRECHOS DE “BEIJO NA BOCA”

 

Serviço:
Sessão Curta Circuito – Beijo na Boca, de Paulo Sérgio Almeida
Data:
11/6 (segunda-feira)
Horário: 20h
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Entrada gratuita, com retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão
Informações: (31) 3236-7400 | curtacircuito.com.br