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Crítica: A Morte de Stalin

Filme retrata episódio sério da História com boas doses de comicidade e, claro, paranoia generalizada
Por Antônio Pedro de Souza

A Morte de Stalin é um daqueles filmes que visam recontar um momento específico da Hitória e que se destaca por inovar colocando um elemento a mais no enredo. No caso, a comédia se faz presente em algumas cenas. Não se engane, porém ao imaginar o longa como algo risível ou debochado.

O filme mostra a morte do ditador russo Josef Stalin e seus desdobramentos para a família, os políticos próximos e o país em geral. É reinante durante o longa o clima de paranoia coletiva e perseguição política que reinava na Rússia na década de 1950, algo que pode ser visto também em outras ditaduras ao redor do mundo em diversas épocas.

A narrativa começa durante um concerto ao vivo em uma rádio. Enquanto a orquestra toca, o diretor da rádio recebe um telefonema do escritório de Stalin informando que ele deve retornar a ligação em 17 minutos. O diretor se apavora, claro, pois é de conhecimento público o uso das “listas” do ditador. Quem está na lista, morre e isso fica claro durante todo o filme.

Quando fala com Stalin, o diretor descobre que o político quer uma cópia do concerto, pois gostara da apresentação. Entra, então, o clima de paranoia: a peça musical não fora gravada e parte do público já se dispersou. O diretor convence, então, as pessoas restantes a permanecerem no local, recruta mendigos para ocuparem os lugares vazios e informa à orquestra que devem tocar novamente para que o som seja gravado.

Há várias implicações neste começo, como a recusa de uma das pianistas, o mal súbito do maestro, entre outros “tropeços” impostos pelo destino. No fim da noite, porém, o disco chega às mãos de Stalin que passa mal enquanto a música é executada.

O que se desenrola a partir daí é o período mais cômico, embora dramático, do filme. Os ministros e amigos de Stalin divergem sobre tudo: desde que médico deve ser chamado até quem será o substituto em caso de morte do ditador, o que acontece algumas cenas depois.

Somos apresentados, ainda, aos filhos de Josef e dezenas de funcionários que se atrapalham em seus afazeres com a notícia da morte do chefe.

O que se vê, a partir da confirmação da morte de Stalin, é um festival de decisões apressadas, muitas atrapalhadas e confusas, sobre seus supostos substitutos. As tais “listas da morte” são trocadas, o exército é substituído, Moscou é isolada e o funeral se torna um espetáculo a parte, com discursos vexatórios e muita roupa suja oficial para ser lavada.

Acompanha o clima que vai da comédia leve ao drama pesado do filme uma excelente trilha sonora orquestrada que ecoa em nossos ouvidos por um bom tempo após o fim da sessão.

Além disso, A Morte de Stalin nos ajuda a entender um pouco mais sobre o mecanismo das ditaduras ao redor do mundo e suas respectivas trocas de poder. A cena final contém letreiros explicando como foi a “dança das cadeiras” pós-Stalin, dando-nos um novo panorama da história russa.

***

Nota do Crítico: 9*

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Sinopse Oficial:

União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético.

***

Dados Gerais:

Título: A Morte de Stalin

Título Original: The Death of Stalin

Ano de Produção: 2017 Países: EUA, França, Reino Unido

Lançamento no Brasil: 07/06/2018

Classificação etária: 16 anos Estúdios produtores: Quad Films, Gaumont, France 3 Cinéma, Panache Productions

Estúdio que lançou no Brasil: Paris Filmes Gêneros: Histórico/Comédia Dramática

***

Ficha Técnica:

 

Direção: Armando Iannucci

Roteirista: Armando Iannucci

 

Elenco: 

Steve Buscemi – Nikita Khrushchev

Simon Russell Beale – Lavrentiy Beria

Jeffrey Tambor – Georgy Malenkov

Jason Isaacs – Georgy Zhukov

Rupert Friend – Vasily Stalin

Michael Palin – Vyacheslav Molotov

Andrea Riseborough – Svetlana Stalin

Paddy Considine – Andryev

Olga Kurylenko – Maria Yudina

Adrian McLoughlin – Joseph Stalin

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*Para conhecer os critérios usados na avaliação do filme, envie um e-mail para antonio@feiracultural.art.br