Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Espetáculo “Lama”fica em cartaz até domingo (10)

“Tragédia de Mariana” é retratada na montagem do Grupo Teatro Andante, que pode ser vista no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes; Ingressos custam R$20,00 (inteira)
Por Redação Feira Cultural

Para resgatar a recente memória da tragédia em Mariana, durante o rompimento da Barragem do Fundão, em 2015, o Grupo Teatro Andante apresenta, até domingo (10), o espetáculo Lama. A montagem, que se baseia no maior acidente ligado à mineração no Brasil, e um dos maiores do mundo, está em cartaz no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das ARtes, com ingressos a R$20,00 (inteira).

Com direção de Marcelo Bones, Lama reconta as histórias de moradores de Bento Rodrigues, distrito de Mariana que foi devastado pela tragédia. No elenco, Ângela Mourão, Bruna Sobreira e Thiago Amador (ator convidado).”Estamos vivendo um momento de transformações nas relações humanas, que exige dos artistas um posicionamento claro diante de fatos tão importantes”, analisa o diretor.

Bones também destaque que a montagem buscou novas linguagens, algo desafiador para todo o elenco. “Optamos por mesclar linguagens, algo desafiador e novo para o grupo, mas mantivemos a trajetória de espetáculos engajados, críticos, além de poéticos e apurados artisticamente”, destaca.

No processo de pesquisa, passando por contos de Marcelino Freire, escritor contemporâneo brasileiro, o grupo se deparou com uma história, na qual um homem solitário, que tinha sido afastado do lugar onde vivia, voltava a ele e não o reconhecia, encontrando-o destruído.

“A partir daí começamos a trabalhar sobre a memória – o lembrar e o esquecer – e sobre o impacto de perder seu lugar, sua querência (para citar Galeano com seu lindo mini-conto). Rapidamente aproximamos de Mariana e sua terrível tragédia, que a todos nós havia tocado de alguma forma. Concluímos que precisávamos falar sobre isso”, relata a atriz Ângela Mourão.

Montagem mantém viva a memória recente da maior tragédia ambiental do país © Denilson Cardoso

Construído em diálogo criativo com importantes artistas de diversas áreas, o espetáculo experimenta uma nova linguagem para o grupo, que une movimento, composição, sonoridade, vídeo e texto, com uma abordagem dramatúrgica documental e contemporânea. O Grupo teatro Andante ousa em reunir pessoas distintas em torno de um projeto de espetáculo.

“A ideia inicial era de trabalhar com pessoas de linguagens diferentes para que uma narrativa fosse contada por vários ângulos, tensões e códigos; Teatro, Música, Cinema e Dança. Veio a Lama e fomos impactados, depois ao pisar nela, sensibilizados a nos colocar a serviço daquelas pessoas, daquele acontecimento””, ressalta o ator Thiago Amador.

Alguns desses artistas já faziam parte da história do Andante, como Tarcísio Ramos Homem, que contribui na construção da dramaturgia do movimento cênico, equalizando a linguagem corporal dos atores durante a peça, e Guiomar de Grammont (dramaturgia e texto), que trouxe a questão da memória para o espetáculo, além de aproximar ainda mais os atores do local da tragédia.

“Eles compuseram seus trabalhos com outros que tínhamos o desejo de trabalhar: Ricardo Alves Junior, que direciona no espetáculo o ´olhar da câmera; Sérgio Pererê, que nos contaminou com a sonoridade ancestral e Cláudio Dias, que foi responsável pelo arcabouço do espetáculo, levantando com o grupo os primeiros materiais que estão ramificados por toda a obra”, explica Ângela Mourão.

Serviço:
Lama – Grupo Teatro Andante
Data:
8/6 a 10/6 (sexta a domingo)
Horário: 20h
Local: Teatro João Ceschiatti – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3236-7400 | fcs.mg.gov.br