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ZAP 18 realiza a mostra artística “Não vai ter Copa”

Atrações culturais diversificadas promovem outras formas de pensar e fazer a arte
Por Redação Feira Cultural

Entre 8 e 10 de junho, a Zona de Arte da Periferia (ZAP 18) vai promover a mostra artística Não vai ter Copa, que demarca a posição política do coletivo e de seus parceiros, em busca de outras formas de pensar e fazer arte em Belo Horizonte e no país. A programação gratuita oferece espetáculos de teatro, intervenções ao ar livre, futebol raiz, sarau de poesia, grafitagem, feira de arte, bazar com artigos novos e usados, roda de samba, além de quitutes e bebidas antes, durante e depois.

Ao final de cada apresentação, o tradicional chapéu passa para recolher contribuições espontâneas do público, será dividida entre os artistas que se apresentam na mostra. A mostra é feita sem recursos de leis ou editais, com a parceria dos grupos convidados. Há quatro anos, em 2014, A ZAP 18 realizou a primeira Mostra, que tinha como mote Arte e resistência em tempos de barbárie, em meio aos protestos contra a copa no Brasil e aos ecos das jornadas de junho de 2013.

“Hoje seguimos golpeados, em um contexto mais grave ainda, com retirada de direitos, volta da censura, criminalização de artistas, conservadorismo que beira o fascismo e ataques brutais à vida das mulheres, jovens negros e negras, indígenas e população lgbt. Seguimos na luta e por isso, apesar da falta de grana, da falta de dentes e da falta de amor no mundo, nós fazemos Arte”, contextualiza Gustavo Falabella, um dos responsáveis pela organização da Mostra.

PROGRAMAÇÃO
Todos os dias:
BAR DA DOMINI, BAZAR 739, Bazar Performático Ed MARTE e Discotecagem

8/6 (sexta-feira)
20h30 – Espetáculo 19ª Conferência para o fim do mundo

Direção: Mariana Maioline e Michelle Barreto

© Mirela Persichini

“Nada como uma conferência, como um encontro desses, para afiarmos as nossas convicções e escrevermos em nossa testa, como em um diploma, os nossos doutos saberes”. Quatro especialistas estão reunidos para a 19a Conferência para o Fim do Mundo. Talvez seja a última conferência que tenham a oportunidade de participar, talvez seja a última que o público poderá assistir. Eles estão no hotel mais luxuoso da cidade, mas estão todos atrasados. Os diversos discursos oferecem várias possibilidades de opiniões que nunca se fixam, revelando assim a ausência da escuta em um ambiente que serve muito mais para a afirmação de convicções desses sujeitos do que para o diálogo
Local: ZAP 18
Classificação: 14 anos

9/6 (sábado)

15h – Intervenção poética O nada e outras atoíces
Intervenção urbana que cria diálogo entre arte e sociedade, expande os limites da arte, serve-se da cidade como espaço para a vida, disputa campos de representação, interrelaciona inventividade e vida cotidiana, acessa o sujeito e suas singularidades no fluxo urbano para questionar o tempo, a velocidade, a falta de sentido e de valores simbólicos que o ritmo contemporâneo nos impõe. A mediação tem curadoria da artivista Ana Marthinica e acontecerá no dia 9 de maio de 2018, de 15h às 17h, na Praça da Igreja São Dimas, no bairro Serrano expandindo aquele universo e imprimindo ali uma outra existência simbólica temporária, idealizada para “não ser” e para “fazer nada”.
Local: Área verde das Antenas
Classificação livre

18h – Cena-performance Todas as Vozes, Todas Elas. Grupo de Teatro Mulheres de Luta. Ocupação Carolina Maria de Jesus

© Ocupa Mídia

A cena retrata a realidade da violência patriarcal e a tomada de consciência de se SER MULHER. A luta, a liberdade, a independência, a união, a beleza, a VOZ que surge e se coloca, sonhos para além do dia-a-dia: trajetória de mulheres comuns que encontram na luta, o sentido das suas vidas. O antes – o agora – o que há de vir. O Grupo de Teatro Mulheres de Luta foi fundado em outubro de 2017, com mulheres moradoras da Ocupação Carolina Maria de Jesus. Um coletivo de pesquisa teatral sobre questões feministas com foco na trajetória de mulheres que, na luta por moradia, passam da limitada vida doméstica, para um outro lugar, o da luta revolucionária pela dignidade humana, dando um sentido libertário às suas vidas e à sua comunidade.
Local: ZAP 18
Classificação: 14 anos

18h30 – Intervenção cênica Cabelos Brancos. Tríade Cia. de Teatro
É uma intervenção teatral inspirada no livro “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch. O livro traz depoimentos de mulheres que participaram da II Guerra Mundial e expõe todas as marcas de um combate de guerra. Em cena, três atrizes dão voz e corpo a estes depoimentos, aproximando-os das vivências atuais de mulheres que também enfrentam batalhas diárias.
Local: ZAP 18
Classificação: 14 anos

19h30 – Documentário Nós, mulheres, construímos o bem comum. Rede Comadre – Coletivo Etinerâncias
Cidade do México. O documentário discute a vida nas cidades desde a escuta entre mulheres. Atentas umas às outras, a narrativa percorre a partilha de suas auto-histórias e de suas práticas cotidianas que tornam a vida possível ‘desde abajo’. Elas compartilham suas estratégias de resistência e as de outras mulheres que são importantes em suas vidas, e as reverenciam contando como sua ação no mundo possibilitou o bem viver para uma comunidade. Juntas, realizamos ocupações artísticas das ruas com suas histórias. A sistematização da experiência das que foram automapeadas na cidade por outras pessoas e coletivos, que reconhecem em sua prática algo que se precisa ser dado a saber para o mundo e para o fortalecimento de outras mulheres por meio da Red Comadre.
Local: ZAP 18
Classificação: 14 anos

20h30 – Performance Coroação da Nossa Senhora das Travestis, Nossa Senhora. Academia TRANSLITERÁRIA

© Babi Macedo

Aborda a reivindicação de autonomia de todos sobre suas próprias vidas e identidades, bem como sobre sua fé e
formas de celebrar e oferendar. Durante a performance, integrantes do coletivo se apresentam de forma ritualística para SUA Senhora, a Nossa Senhora das Travestis, e convidam os passantes à participação, seja na rua ou em espaços abertos à circulação do grande público.
Local: ZAP 18
Classificação: 16 anos

10/6 (domingo)

9h – Grafitagem do Muro da ZAP 18 – Crew AMARGEM – coletivo feminino de Grafite
Coletivo de grafite formado pelas artistas Fabiana Santana, Wannata Rodrigues, Zi Reis, Sthefany Fénix e Kawany Tamoyos ArtetransbordA.
Local: ZAP 18
Classificação livre

11h – Cena da Oficina Teatro em Tempos de Golpe
Resultado da oficina ministrada por Lucas Costa que tem como mote as seguintes questões: qual teatro pode desestabilizar os elos dessa corrente que nos arrasta para tempos sem luz? Boal e Brecht nos presentearam com muitas ferramentas, vamos usá-las para criarmos mais perguntas. O silêncio, a experiência e amor vencerão o ódio. Mas é preciso caminhar. A partir dessas reflexões será construída e apresentada uma cena em processo, que se utiliza os instrumentos do teatro épico e do oprimido como base.
Local: ZAP 18
Classificação livre

12h – Futebol Raiz: 2 travinhas, 3 contra 3
Local: ZAP 18.

13h – Samba da Rose e Almoço
Rose Macedo é parceira antiga da ZAP 18, líder comunitária, cozinheira e cantora. Thiago Macedo é integrante do grupo desde 2006, tendo participado das oficinas de formação e estreado no espetáculo Esta Noite Mãe Coragem. Junto com outros músicos do bairro farão um samba, no Bar Recanto do Lima, local de boa comida, música e comunhão.
Local: Bar Recanto do Lima
Valor: R$15,00 (Couvert: R$5,00)