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[MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE 03] – ‘A Favorita’ completa 10 anos

Novela de João Emanuel Carneiro subverteu a tradição das novelas ao ocultar quem era mocinha e quem era vilã no começo da trama
Por Antônio Pedro de Souza

Em 02 de junho de 2008, João Emanuel Carneiro estreava na faixa das oito da noite com a novela A Favorita. A trama vinha na esteira dos sucessos anteriores do autor na faixa das 19h: Da Cor do Pecado (2004) e Cobras & Lagartos (2006) e mostrava, além do amadurecimento do autor, sua habilidade em criar histórias ágeis com reviravoltas constantes que davam a sensação da história estar sempre se renovando, evitando a indesejável “barriga”, período em que nada parece acontecer nas novelas.

Pra começar, João deixou de lado os papéis de mocinha e vilã já definidos no começo da trama. A história começa com um mistério: quem matou Marcelo, cerca de 18 anos atrás. Marcelo era o filho de Gonçalo e Irene que havia se envolvido com Flora e Donatela, mas se casara com a segunda. Os dois tiveram um filho: Mateus, que fora sequestrado ainda criança. Marcelo também tivera uma filha com Flora: Lara.

A primeira cena da novela mostra Donatela e Flora acordando. Enquanto Donatela tem uma vida de luxo no rancho da família de Gonçalo, Flora cumpre seu último dia de pena no presídio feminino de São Paulo.

Donatela (Cláudia Raia), Lara (Mariana Ximenes) e Flora (Patrícia Pilar) em cena. – Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo

Donatela está preocupada com a saída da sua rival e ordena que seguranças fiquem no encalço de Lara, já que a milionária adotou a moça após a prisão de Flora.

Mas, afinal, quem está falando a verdade? Flora jura de pés juntos que foi vítima de uma armadilha. Segundo ela, Donatela teria matado Marcelo há dezoito anos e, com a cumplicidade de Cilene, incriminado a mãe de Lara, que fora julgada e condenada.

Já Donatela insiste que tudo o que aconteceu foi real: Ela viu Flora atirando em Marcelo usando uma luva, já que a arma continha as impressões digitais da própria Donatela, mas Cilene chegara a tempo e conseguira golpear Flora na cabeça e, assim, as duas chamaram a polícia.

De acordo com o doutor Salvatore, médico que socorreu Marcelo e atestou o óbito pouco depois, a própria vítima incriminara sua algoz: Flora. Mas é claro que o médico pode ter sido comprado por Donatela e Cilene.

Que nó na cabeça, hein?

Copola (Tarcísio Meira) e Irene (Glória Menezes). Casados na vida real, no fim da novela ficam juntos. Foto: Frederico Rozário/TV Globo

O fato é que, aos poucos, ambas começam a mostrar personalidades dúbias, o que levanta suspeitas sobre as duas. E há os personagens que as cercam: Gonçalo e Irene, pais de Marcelo, têm uma relação afetuosa, mas que será abalada no decorrer da trama quando alguns segredos vierem à tona.

Há ainda a família de Copola, casado com Iolanda, mas que nutre sentimentos antigos por Irene. Na juventude, ele e Gonçalo foram amigos. Hoje, são rivais: enquanto Gonçalo é o todo-poderoso presidente de uma fábrica de papel e celulose, Copola é o chefe do sindicato dos operários e os dois vivem às turras, embora mantenham um código de cavalheiros e respeito mútuo.

Em certo momento da trama, vale ressaltar, Gonçalo também é considerado suspeito da morte de Marcelo! Inclusive em entrevistas feitas com o público nas ruas para promover a novela, muitas pessoas creditavam ao patriarca o terrível crime do passado.

Assim, com a passagem dos capítulos, vamos conhecendo toda a gama de intrincados personagens que passeiam pelos mais variados núcleos da trama: Cassiano, neto de Copola, namora Lara, mas a moça começa a se interessar por Halley, filho de Cilene e Silveirinha, empregado de Donatela. Em determinado momento, descobre-se que Halley é filho adotivo de Cilene e suposto sobrinho de Silveirinha, até que a verdade vem à tona: o rapaz é Mateus, o filho sequestrado de Donatela e Marcelo. E quem o sequestrou? O próprio Silveirinha!

Silveirinha, aliás, é um dos personagens mais ambíguos de toda a novela! Foi ele quem descobriu o talento musical das protagonistas quando elas eram adolescentes e as empresariou. Depois da fama, cuidou dos negócios de ambas até que Donatela se casou, houve o crime e ele se tornou mordomo da milionária. Mas por que, então, ele sequestra o filho da patroa? Por inveja, despeito e… vingança! Afinal, a dupla Faísca e Espoleta, formada por Donatela e Flora só não foi adiante porque Donatela desistiu de tudo para se casar com Marcelo. Durante a novela, Silveirinha trai Donatela e se alia à Flora, depois trai Flora e se alia à Donatela, depois trai… enfim! O cara é ambíguo mesmo!!!

VEJA AQUI AO VÍDEO DE SILVEIRINHA CUSPINDO EM DONATELA

            Opa! Mas se Halley é o filho de Donatela e Marcelo que fora sequestrado anos antes e agora está namorando Lara, filha de Flora e Marcelo, então ele está… namorando a própria irmã??? Foi o que muita gente pensou, inclusive metade dos personagens! Mas, a cabeça do João Emanuel Carneiro foi além e descobrimos, então, que Lara NÃO é filha do Marcelo! Como assim? Bem, ela é filha de Flora com Dodi.

E quem é Dodi mesmo? O personagem é um boa-vida cafajeste que fora amigo do Marcelo no passado, se envolvera com Flora, mas quando ela é presa, aproxima-se e se casa com Donatela. Morando no rancho e trabalhando na fábrica de Gonçalo, o cara logo arruma um jeito de desviar dinheiro e, pego no flagra, é demitido e expulso do rancho e da vida de Donatela.

Assim, o cara volta a se aliar com Flora, mas logo é enxotado por ela também e fica num jogo de gato e rato com as duas, bem como o Silveirinha.

Dodi (Murilo Benício): Mal-caráter de carteirinha. Foto: Fabrício Mota/TV Globo

Na época que a novela foi ao ar, João Emanuel Carneiro disse que havia planejado a trama em três atos: no primeiro, vigora o grande mistério: quem está falando a verdade? No segundo, a máscara da assassina cai para sua rival e para o público. E, finalmente no terceiro ato, todos os personagens descobrem a identidade da assassina e passam a persegui-la.

Quem também sofreu para descobrir a verdade foi o jornalista Zé Bob. Ele e envolveu com Flora, com Donatela, com Alícia, filha do político corrupto Romildo Rosa e tinha em Tuca e Maíra suas grandes amigas na profissão e nas descobertas no desenrolar da trama.

Maíra, aliás, descobre coisas demais e acaba assassinada pela vilã. A morte da personagem, no entanto, foi um artifício usado para que a atriz Juliana Paes pudesse sair da novela antes do término e se dedicar ao seu próximo papel: a protagonista Maia, de Caminho das Índias, novela de Glória Perez que substituiu A Favorita.

João Emanuel Carneiro trouxe de volta alguns atores de suas tramas anteriores como Taís Araújo e Iran Malfitano, que haviam atuado em Cobras & Lagartos e Rosi Campos e Cauã Reymond, de Da Cor do Pecado. Destaques ainda para Fabrício Boliveira, que dava vida à Didu, filho de Romildo Rosa e que sofria com os crimes do pai e com o alcoolismo. O personagem, aos poucos, guinou rumo à autodescoberta e realizações pessoal e profissional.

Outro destaque foi a cadela da raça labrador Vilma que acompanhava Zé Bob em diversos momentos. Em determinado ponto, ela é assassinada por Dodi a pedido da verdadeira vilã. No fim, Zé Bob ganha Alceu, cachorro da mesma raça, de seu grande amor.

Mas, afinal, quem matou Marcelo? A resposta veio no capítulo 56 (e não no fim da novela, como muitos achariam que fosse). Depois que Flora e Donatela expuseram seus dramas aos espetadores por semanas a fio e o público, em sua maioria, havia se apiedado da pobre e injustiçada Flora, a verdade foi revelada em um capítulo repleto de cenas de flashback e, claro, as famosas reviravoltas de João Emanuel Carneiro: Marcelo descobrira que Flora e Dodi tinham um caso e, por isso, resolvera pedir um teste de DNA para atestar a paternidade de Lara. Flora, temendo ter seu segredo revelado e, com isso, perdendo todo o dinheiro que almejava receber por ter gerado a herdeira da família Fontini, dá três tiros em Marcelo. Mas ela não parara por aí: a arma usada no crime pertencia à Donatela, logo, tinha as impressões digitais dela. Por isso, Flora usara uma luva planejando, assim, incriminar sua rival.

ASSISTA AQUI AO VÍDEO DA REVELÃO DA ASSASSINA

            Flora não contara, porém, que Cilene chegaria à casa de Marcelo e Donatela e presenciaria o crime. Ao ouvir os tiros, Donatela entra correndo na sala e fica chocada ao ver a cena. Cilene, então, acerta um vaso na cabeça de Flora que desmaia.

Mas se a revelação da assassina antes do meio da novela resolvia o mistério inicial, não resolvia os problemas de Donatela que só aumentaram depois que o crime veio a público. Flora planeja uma armadilha, mata Salvatore e consegue, enfim, incriminar Donatela. A milionária é presa e Flora cai nas graças da família Fontini!

A partir daí, Donatela luta para sobreviver na cadeia, já que Flora encomendara vários “tratamentos especiais” para a carcereira Zezé. Assim, Donatela passa a purgar na prisão.

Já Flora, aos poucos, ganha notoriedade na fábrica da família e começa a eliminar quem atravessa o seu caminho.

Ajudada por Diva, Donatela simula a própria morte e foge da prisão, indo se encontrar com Augusto César, Elias Filho e Shiva Lênin. Agusto e Elias tiveram um caso com Diva no passado e, deste caso, nasceu Shiva. A identidade do pai, porém, não é revelada em nenhum momento e eles acabam concordando em ter “cinquenta por cento da paternidade”.

Mas o passado de Diva também é obscuro e passa por tráfico de drogas, armas e pedras preciosas, o que acaba colocando Donatela em perigo.

Próximo ao fim, ela consegue voltar a ter contato com sua antiga família e esclarece que Flora é a verdadeira vilã. Começa, então, um jogo de gato e rato, além de mais banho de sangue.

Quem nunca escondeu sua aversão à Flora, porém, foi o seu próprio pai: Pedro Pedreira. No passado, quando os pais de Donatela morreram, a menina ficou abandonada em um casebre. Flora e Pedro a acharam e a acolheram. Flora, porém, sempre invejou a menina, mesmo com Pedro dando o mesmo amor e os mesmos presentes para ambas. Flora também ficara obcecada com os cadernos produzidos pela indústria Fontini e decide, ainda na adolescência, que aquilo tudo seria dela. Na juventude, com o talento musical descoberto por Silveirinha, as amigas se tornam cantoras sertanejas de considerável fama. É aí que conhecem Marcelo e Dodi. Flora, claro, fica interessada no herdeiro dos Fontini, mas sabe que ele está a fim de Donatela. Arma, então, com Dodi, um plano para separá-los.

Donatela desiste da carreira no auge para se casar com Marcelo, com quem tem o primeiro filho. Após o sequestro, Marcelo se envolve com Flora e acredita ser o pai de Lara… o resto, vocês já sabem.

A novela tem diversos momentos memoráveis, como a primeira cena de Lara, fugindo dos seguranças. Entre eles está o excelente Rui Rezende. A cena é guiada pela música Sou Dela, de Nando Reis. Rui Rezende, em entrevista ao Bom Dia, Mundo! ano passado, disse que a novela, porém, não o agradou de todo: “Fui contratado por oito meses, mas meu personagem, simplesmente, não tinha história.”

ASSISTA AQUI AO VÍDEO DA PRIMEIRA CENA DE LARA COM A PARTICIPAÇÃO DE RUI REZENDE, AO SOM DE “SOU DELA” DE NANDO REIS

ASSISTA AQUI À PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA COM RUI REZENDE NO “BOM DIA, MUNDO!”

            Outra cena memorável foi a da morte de Gonçalo. Flora simulou um massacre no rancho, fazendo o empresário acreditar que ela havia matado Lara e Irene. Na ocasião, porém, as duas estavam em Brasília. Ao ver as manchas de sangue pela casa – Flora havia usado carne descongelada – Gonçalo sofre um ataque cardíaco e morre. Para “acelerar” a morte do homem, a vilã havia trocado, semanas antes, os comprimidos que ele tomava regularmente…

Flora mata Gonçalo (Mauro Mendonça). Foto: Fabrício Mota/TV Globo
CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO DA CENA

Enfim, A Favorita trouxe novidades na condução da história da teledramaturgia brasileira, firmou João Emanuel Carneiro como um dos principais autores da Rede Globo e ainda reforçou a principal marca do escritor: a desconstrução. Se compararmos suas obras, veremos que seu tema geral é esse: a desconstrução. Branca, em Da Cor do Pecado, faz de tudo para se aproximar da fortuna da família de Paco e, à medida que alcança seu objetivo, desconstrói tudo o que Afonso havia criado durante sua vida. O mesmo se pode dizer de Elen, Foguinho e Leona, em Cobras & Lagartos. Neste caso, a desconstrução foi total: após assumir a Loja Luxus, Leona enlouquece e queima o lugar. No caso de Flora, ao conquistar a confiança da família Fontini, ela não só arma um plano para levar todos à falência, como destrói também seus bens materiais. Quando compra o rancho, seu primeiro ato é quebrar vasos e móveis que julga “feios”.

Depois de A Favorita, João Emanuel Carneiro permaneceu na faixa das oito/nove da noite e emplacou o sucesso Avenida Brasil em 2012, uma das primeiras novelas com ampla repercussão no Facebook e Twitter. A trama é boa, mas acabou super-explorada pela emissora, sendo reprisada diversas vezes no quadro “Novelão” do Vídeo Show. Depois, veio A Regra do Jogo. A trama foi bem escrita e bem orquestrada em relação à direção e atuação, mas não caiu nas graças do público como os trabalhos anteriores. Agora, galgando os degraus do sucesso, João Emanuel Carneiro traz Segundo Sol. A trama ainda não teve vinte capítulos exibidos, já mudou de fase, já teve erros de cronologia e continuidade observados pelos fãs, mas está fazendo bonito até o momento. É claro que já teve alguns “banhos de sangue”, afinal, é uma obra de João Emanuel. E o tema da desconstrução está presente: Karola e Laureta se uniram para desconstruir tudo o que Luzia e Beto haviam planejado. Desta vez, a desconstrução veio no início. Será a reconstrução tão penosa? Haverá mais danos no decorrer do caminho? Os próximos meses dirão.

Que Segundo Sol tenha a mesma sorte de suas antecessoras mais clássicas. E que suas vilãs possam ser lembradas com o mesmo carinho pelos fãs que apedrejaram Donatela e acolheram Flora, só para depois descobrirem que haviam sido enganados pelo escritor que adora subverter as regras de um bom folhetim.

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Clique aqui para assistir à abertura da novela

Ficha Técnica:

Autoria: João Emanuel Carneiro
Colaboração: Marcia Prates, Denise Bandeira, Fausto Galvão, Vincent Villari
Direção: Paulo Silvestrini, Roberto Naar, Roberto Vaz, Gustavo Fernandez, Pedro Vasconcelos, Marco Rodrigo, Isabella Secchin
Direção-geral: Ricardo Waddington
Período de exibição:02/06/2008 – 16/01/2009
Horário: 21h
N° de capítulos: 197

 

Elenco Principal:

PATRÍCIA PILLAR – Flora (Espoleta) / Sandra Maia
CLÁUDIA RAIA – Donatela (Faísca) / Diva / Rosana / Silvia Lontra
MARIANA XIMENES – Lara
CAUÃ REYMOND – Halley (Mateus Fontini) / Bruninho Aguiar / Luiz
MURILO BENÍCIO – Dodi
CARMO DALLA VECCHIA – Zé Bob
ARY FONTOURA – Silveirinha
GIULIA GAM – Diva Palhares / Rosana / Miranda
MAURO MENDONÇA – Gonçalo Fontini
GLÓRIA MENEZES – Irene
TARCÍSIO MEIRA – Copola
JOSÉ MAYER – Augusto César
THIAGO RODRIGUES – Cassiano
DEBORAH SECCO – Maria do Céu / Pâmela / Mariazinha
LÍLIA CABRAL – Catarina
JACKSON ANTUNES – Leonardo
ELIZÂNGELA – Cilene
GENÉZIO DE BARROS – Pedro Pedreira
MILTON GONÇALVES – Romildo Rosa
TAÍS ARAÚJO – Alícia
FABRÍCIO BOLIVEIRA – Didu
CHRISTINE FERNANDES – Rita
IRAN MALFITANO – Orlandinho
PAULA BURLAMAQUI – Stela
CLÁUDIA OHANA – Cida
CHICO DIAZ – Átila
GISELE FRÓES – Lorena
SUZANA FAINI – Iolanda
LEONARDO MEDEIROS – Elias Filho
HELENA RANALDI – Dedina
MALVINO SALVADOR – Damião
ROBERTA GUALDA – Greice
ÂNGELA VIEIRA – Arlete
MIGUEL RÔMULO – Shiva Lênin
ROSI CAMPOS – Tuca
JEAN-PIERRE NOHER – Pepe Molinos
EMANUELLE ARAÚJO – Manu
LÚCIO MAURO – Sabiá
CLÁUDIA MISSURA – Fafá
BENTO RIBEIRO – Juca
SUELY FRANCO – Geralda
MÁRIO GOMES – Gurgel
BEL KUTNER – Amelinha
SELMA EGREI – Dulce
CLARICE FALCÃO – Mariana
ALEXANDRE NERO – Vanderlei
ALEXANDRE SCHUMACHER – Norton
LUIZ BACCELLI – Darcy Queiroz
ARAMIS TRINDADE – Clemente
THARÉ MAIA – Luma
GIOVANNA EWBANK – Sharon (Maria do Perpétuo Socorro)
RAQUEL GALVÃO – Melissa
CLEIDE QUEIROZ – Antônia

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Fontes de Pesquisa:

Site Memória Globo – www.memoriaglobo.globo.com

Site Teledramaturgia – www.teledramaturgia.com.br/a-favorita/

Todas as fotos e vídeos são de divulgação de Rede Globo.