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Um rio de inspiração

Primeira exposição individual de Davi De Jesus Do Nascimento, QUE DESÁGUA NOUTRO, aborda o cotidiano e a ancestralidade do artista às margens do Rio São Francisco
Por Redação Feira Cultural

QUE DESÁGUA NOUTRO, exposição-transposição da poética que corre das águas do Rio São Francisco para a galeria, do artista Davi De Jesus Do Nascimento, abre ao público na quarta-feira (16), às 19h, na Galeria de Arte Centro Cultural Sesiminas. Com entrada gratuita, QUE DESÁGUA NOUTRO pode ser visitada até 8 de julho, de terça a domingo, das 9h às 18h.

Primeira individual de Davi, a exposição é um mergulho na cultura barranqueira norte-mineira, mais especificamente de Pirapora, cidade natal do artista. Criadas a partir de diferentes suportes em artes visuais, como a fotografia, a pintura, o desenho, o objeto e a performance, as obras formam o todo de um cotidiano e ancestralidade ribeirinha. Nostalgia densa, que aspira despertar, preservar ou trazer de volta o rio de cada pessoa.

“O trabalho tomou ímpeto há três anos quando me foram herdadas as fotografias analógicas da família, tiradas entre a década de 80 e início dos anos 2000. Registros de acampamentos, pescarias e acontecimentos de quintal com cheiro de terra molhada compõem o acervo. Gosto de dizer que são águas guardadas, remendo de memórias estendidas onde houver banho e descamação”, explica o artista.

“Córrego do formoso”, fotografia analógica /acervo de família © Davi De Jesus Do Nascimento

Corpos de água e aguaceiro cortado rente à pele-calhau são pontes que ligam todos os suportes que o artista trabalha e possibilitam atravessar nadando também. Nos dizeres de Davi, “a exposição é como nadar no raso-rasgo. Uma oportunidade de poder mostrar que nós, barranqueiros, estamos sangrando junto com as águas sanfranciscanas; e que há uma urgência de estar atento à resistência e morte do rio; aos gemidos das carrancas naufragadas, gritos de alertas de surubins, curimatás e saruês. O cheiro de matrinchã podre. Uma casa com a marca do nível da última enchente fedendo a pus de semente de tamboril. A manga rosa verde com sal de suor do corpo. Cemitério de corpos mortos boiando embaixo da sombra da ponte”.

Davi de Jesus do Nascimento é artista plástico, performer e poeta barranqueiro. Gerado às margens do Rio São Francisco – curso d’água de sua pesquisa – trabalha coletando afetos da ancestralidade ribeirinha e percebendo “quase-rios” no árido. Um de seus maiores interesses para a nascença na prática primária da pintura é a terra, mãe inicial. Na fotografia, utiliza seu corpo como instrumento de medida do mundo. Corpo-médium, confrontado e confundido com a natureza.

Uma natureza aquática, barrenta e silenciosa que pode ser lida como isca, peixe e pedra. Em 2016 apresentou a exposição virtual “La Mémoire Trempée”, com o artista Arthur Camargos, pelo Centre Culturel du Brésil, Paris, França. Em 2017 ilustrou o livro de poesias “Eu, Bonsai”, de Maria Isabel Carlos; e teve seu primeiro texto publicado na “Chico”, revista do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Em 2017 e 2018 participou das mostras coletivas “Entrepassados”, no Morro da Conceição – RJ e “Cisco Lasca Triz”, na Galeria DotART, respectivamente.

“Deu de comer com as mãos”, da série ”Até o nível abaixar”, aquarela sobre papel (2018) © Davi De Jesus Do Nascimento

Serviço:
Exposição QUE DESÁGUA NOUTRO, de Davi De Jesus Do Nascimento
Período expositivo:
16/5 a 8/7
Local: Galeria de Arte do Sesiminas
Endereço: Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia
Horário: de terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Informações:
(31) 3241-7181 | sesiminas.com.br