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O Cinema e o Teatro em uma narrativa através das sombras

Peça “Urubus no Ar”, da cia Quase Cinema estreia nesta quinta-feira (10), no Palácio das Artes; Montagem ressignifica o teatro de sombras ao mesclar elementos do Film Noir à concepção cênica
Por Vítor Cruz

Como parte da programação do Minas Pocket, a Fundação Clóvis Salgado realiza a estreia, em Belo Horizonte, da peça Urubus no Ar, na quinta-feira (10), às 20h. Apresentada ao ar livre, no Jardim Interno do Palácio das Artes, a montagem da companhia paulista Quase Cinema mescla características estéticas do Film Noir, movimento da indústria cinematográfica norte-americana da década de 1940, com a magia do teatro de sombras.

Abordando a fraqueza do homem que, na ânsia pelo poder, manipula tudo, o espetáculo aguça a curiosidade do público ao deixar em evidência toda a engrenagem que produz as sombras da montagem. Tudo é revelado: os bonecos, os equipamentos e os atores. Fica tudo à vista da plateia para que ela, também, entre no espetáculo e viaje com as sombras do teatro.

Urubus no Ar é um desdobramento de uma pesquisa da Cia Quase Cinema que investiga o teatro de sombras para além do espeço cênico. Inspirada no movimento Film Noir, gênero popular nos anos 1940 que teve influências do expressionismo alemão, além de beber da fonte da literatura de ficção policial dos Estados Unidos, a montagem propõe uma nova experiência imagética ao público, como explica o diretor do espetáculo e fundador da companhia, Ronaldo Robles.

Montagem traz elementos do Film Noir para compor a narrativa cênica © Auira Ariak

“Começamos a desenvolver essa pesquisa em 2015, motivados pela vocação que sempre tivemos em misturar diferentes linguagens artísticas. Com Urubus no Ar, apresentamos a estética do Film noir adaptada para o teatro de sombras, e o público poderá ver como a cena é construída, um cinema vivo. Quem está na platéia observa os atores manipulando objetos para produzir as sombras que são os protagonistas da história”, comenta Robles.

O diretor também destaca que o hibridismo entre teatro e cinema oferece diferentes planos imaginativos. “Como tudo é mostrado o tempo todo, a platéia vai descobrindo aos poucos como toda essa engrenagem entra em ação, seja pela performance dos atores, seja pela mudança no cenário. É um filme de animação feito ao vivo que tem várias traquitanas em operação ou um teatro de animação com vários planos”, pontua. A trilha sonora, bem característica dos filmes noir, também é operada ao vivo durante a montagem.

Ao misturar duas linguagens artísticas para a construção narrativa, a companhia Quase Cinema também desperta o interesse do público pela temática e para outros detalhes, que estão no próprio enredo da montagem.

Ambientada em um tribunal popular, onde um homem será julgado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e assassinato, cabe a quem está assistindo à montagem decidir o desfecho da história. Antes do início do espetáculo, a platéia receberá cédulas de votação para decidir o destino do réu, a ser revelado no desenrolar da trama.

“O fim é sempre uma surpresa, não tem como saber se o réu é culpado ou inocente antes de ouvir as testemunhas. Assim como as produções do Film Noir, a peça é complexa e cheia de acontecimentos. Há uma densidade na narrativa que exige do público muita atenção aos detalhes, porque o futuro da vida de um homem estará nas mãos do público”, revela Ronaldo Robles.

Estreia de Urubus no Ar acontece no Jardim Interno do Palácio das Artes © Auira Ariak

 

Serviço:
Minas Pocket Teatro – Urubus no Ar, cia Quase Cinema
Data:
10/5 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Jardim Interno do Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Entrada gratuita, com retirada de ingressos 30 minutos antes da apresentação
Informações: (31) 3236-7400 | fcs.mg.gov.br