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Em comemoração aos 45 anos de carreira, Vera Fischer estrela o espetáculo “Doce Pássaro da Juventude”

Dirigido por Gilberto Gawronski, traduzido pela atriz Clara Carvalho, o texto de Tennessee Willams foi adaptado por Marcos Daud para dez atores;  Protagonista interpretada por Vera Fischer é uma atriz decadente que se olha no espelho e enxerga uma velha fracassada
Por Redação Feira Cultural

Alexandra Del Lago é uma atriz decadente, inteligente, ególatra, talentosa, manipuladora e sem censura alguma. Este é o mote do clássico Doce Pássaro da Juventude, peça escolhida por Vera Fischer para celebrar seus 45 anos de carreira. A montagem, que tem direção de Gilberto Gawroski, está em cartaz na capital na sexta-feira (4) e no sábado (5), no Teatro Bradesco. Os ingressos custam R$80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do teatro ou neste link.

Pierre Baitelli e Vera Fischer em cena de Doce Pássaro da Juventude© Marcelo Faustini

Com texto original do premiado dramaturgo norte-americano Tennessee Williams, a trama se passa na década 1950, no sul dos Estados Unidos, em meio ao surgimento do KuKluxKlan, época marcada pela oposição aos movimentos civis, violência e discriminação racial. A proposta da montagem é fazer uma encenação realista que trabalhe os signos teatrais. “Me identifiquei muito com a personagem, é como se o Tennessee fosse meu amigo e tivesse escrito tudo isso para mim”, conta Vera Fischer.

Vera ainda destaca que sua personagem é uma “experiente artista, que se olha no espelho e enxerga uma velha fracassada. Com isso, foge para o interior e acaba conhecendo um homem mais novo, que almeja poder e sucesso. Apesar dos contrastes, a atriz destaca a sua satisfação pessoal pelo projeto em meio a uma crise financeira e cultural no país. “Estamos fazendo uma peça grandiosa. Todos estão muito felizes, pois ninguém está contratando dez atores para fazer um espetáculo atualmente”.

A atriz divide o palco com Pierre Baitelli Mario Borges, Ivone Hoffmann, Bruno Dubeux, Clara Garcia, Dennis Pinheiro, Juliana Boller, Pedro Garcia Netto e Renato Krueger.O cenário assinado por Mina Quental é um espaço neutro, onde a cama e o palanque político são o mesmo lugar, fazendo uma metáfora entre sexo e poder. O figurino, de Marcelo Marques, remete aos anos 50, apenas o essencial entra em cena. A trilha sonora original foi especialmente desenvolvida para o espetáculo por Alexandre Elias.

O cenário assinado por Mina Quental é um espaço neutro, onde a cama e o palanque político são o mesmo lugar, fazendo uma metáfora entre sexo e poder. O figurino, de Marcelo Marques, remete aos anos 50, apenas o essencial entra em cena. A trilha sonora original foi especialmente desenvolvida para o espetáculo por Alexandre Elias. “Nos inspiramos no cinema americano da década de 50. Entre músicas, canções e vinhetas, misturamos instrumentos como saxofone, baixo acústico e piano com a música eletrônica”, explica Elias, ganhador dos prêmios Shell e Bibi Ferreira pela direção musical de “Gonzagão, a Lenda”.

 

Serviço:
Doce Pássaro da Juventude
Data:
4/5 (sexta-feira) e 5/5 (sábado)
Horário: 21h
Local: Teatro Bradesco
Endereço: Rua da Bahia, 2244 – Lourdes
Ingressos: R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3516-1360 | centroculturalminastc.com.br