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Reprodução: Globo Play

“Onde Nascem os Fortes”: Análise do primeiro capítulo

Nova super série da Globo apresenta bom elenco e história que promete instigar o espectador
Por Antônio Pedro de Souza

Uma mulher pedala por uma trilha no sertão nordestino. A bicicleta quebra, ela cai. Em seguida, liga para um conhecido que não houve o chamado do telefone, pois está em um momento íntimo com uma mulher. Assim começou Onde Nascem os Fortes, nova aposta da Globo para o horário das 23h. A super série (atual nome para a faixa “novela das onze” será exibida às segundas, terças, quintas e sextas – já que na quarta tem o futebol – e apresenta um elenco bom: Alice Wegmann, Alexandre Nero, Gabriel Leone – o ator está na maioria das produções deste horário – Patrícia Pilar, Fábio Assunção, Jesuíta Barbosa – o ator brilha em tudo o que faz –  e a participação especial de Marco Pigossi, entre outros, dão a entender que, se depender dos atores, a trama vai emplacar.

Sabemos, porém, que não é apenas um bom elenco que faz uma boa trama (vide Babilônia e A Lei do Amor) e a nova empreitada da emissora deverá se manter firme para agradar o público. Onde Nascem os Fortes irá contar a história do desaparecimento de Nonato (Pigossi), irmão de Maria (Wegmann). A partir do seu sumiço, a jovem passa a investigar as possíveis causas e os suspeitos do crime.

O começo é árido, seco, duro, como o chão do sertão. As cores são fortes e quentes, o que realça a experiência da novela em nossa sala. Há motoqueiros transitando entre cenas, o que nos faz lembrar de passagens de O Massacre da Serra Elétrica – O Início (2005).

Há ainda a rivalidade entre os personagens de Alexandre Nero e Fábio Assunção. Um manda em tudo; o outro, quer tomar esse posto.

Assim, aos poucos, os personagens vão se desenhando a nossa frente, vão ganhando as características pelas quais ficarão conhecidos nos próximos meses. Existe alguém 100% bom? Ou 100% vilão? Ainda não sabemos com certeza. Ao fim do primeiro capítulo, só sabemos que o sertão exibido na telinha é um lugar para poucos. E esses poucos não podem se dar o direito de serem fracos, no sentido físico, no sentido emocional, no sentido de relacionamentos afetivos. Afinal, esse é o sertão Onde nascem os fortes… Qual será a força de cada um? Descobriremos nos próximos capítulos.

***

Nota positiva: A trilha sonora conquista imediatamente: De Alceu Valença a Luiz Gonzaga, passando por novos talentos que cantam músicas do momento ou clássicos de décadas passadas, a música caiu bem em todos os momentos.

Nota negativa: A insistência da Globo em exibir suas séries recentes com o formato de tela diferente do apresentado nas novelas. Aquelas barras que deixam a “tela fechada”, como em alguns DVDs/Blu-Rays não são nem um pouco legais.

***

Nota do crítico para o primeiro capítulo: 9,75 – a apresentação do personagem Nonato merecia ter sido mais bem explorada.

Ficha Técnica:

Autores: George Moura e Sérgio Goldenberg
Colaboração de: Flávio Araújo, Mariana Mesquita e Cláudia Jouvin
Direção de: Wálter Carvalho e Isabella Teixeira
Direção geral de: Luisa Lima
Direção artística de: José Luiz Villamarim