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[ENTREVISTA] Thiago Cazado volta a BH e anuncia trilogia teatral

Artista contou detalhes de seu novo espetáculo, “Sétimo Andar” e a ligação deste com outras peças
Por Antônio Pedro de Souza

Thiago Cazado é um artista multitarefas: escreve, compõe, dirige – teatro e cinema – e atua. No fim deste mês, ele volta a Belo Horizonte trazendo seu novo espetáculo, “Sétimo Andar” que ficará em cartaz nos dias 28 e 29 no Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça 7, Centro). A trama versa sobre dois homens que ficam presos no elevador da empresa em que trabalham e passam a sentir uma crescente atração um pelo outro. Se você acompanha a carreira de Cazado, deve estar se lembrando de outra peça com o mesmo mote, afinal, em 2015 ele apresentou por aqui “Relatos Não Oficiais Sobre o Andar 43”, que tinha como ponto de partida a mesma situação: dois desconhecidos presos em um elevador da empresa em que trabalham. O que difere, então, um espetáculo do outro? Conversamos com Thiago e ele nos contou sobre essa ligação entre as peças e os desafios de se tratar de temas polêmicos nas artes. Confira:

APS -> O que difere “Sétimo Andar” de “Relatos Não Oficiais Sobre o Andar 43?”

Thiago Cazado -> É uma trilogia. Nas três histórias pretendo abordar um problema diferente envolvendo a relação entre empresa e funcionários. Em “Relatos”, eu abordei com tragédia e suspense a intolerância sofrida pelos personagens dentro do laboratório onde trabalhavam. Já em “O Sétimo andar”, eu trato com leveza e humor esta intolerância. É uma comédia romântica, não tem traço nenhum de tragédia nem suspense. Desta vez, os personagens vão debochar da situação. Eles são funcionários de um banco conhecido por demitir homossexuais. Algo comum na vida real.

APS -> Seus personagens, geralmente, vivem amores repentinos e “proibidos” aos olhos de terceiros. De onde vem a essência para compor tais personagens e roteiros?

Thiago Cazado -> O amor gay tem essa característica. É um amor “proibido” em muitas famílias, instituições e até em alguns países, onde é crime. Mesmo quando temos pessoas querendo defender que os tempos são outros e que é um exagero dizer que hoje o gay é oprimido. Eu ao menos, não me sinto seguro ao andar de mãos dadas com um namorado pelas ruas, embora eu faça isso, porque eu sou um namorado bem amoroso e não abro mão disso (risos).  Então, a essência vem daí, vem da realidade.

APS – > É importante discutir o preconceito, mas alguns autores acabam pesando a mão e sendo didáticos e até enfadonhos ao abordar alguns temas. No seu caso, como vimos em trabalhos anteriores, isso não acontece. Como você faz para conciliar e passar informações sobre preconceito à população LGBT sem abrir mão do entretenimento?

Thiago Cazado -> Eu acho chata essa coisa didática, educativa. E não funciona. Acredito que as pessoas só mudam ou refletem sobre algo que afeta elas, e para afetá-las, é preciso tocar no coração, na pele. Para envolver o espectador, é preciso produzir algo com potência capaz de envolvê-lo, e para isto ocorrer, é preciso uma boa história, bem produzida e executada. Se você produz algo sem ritmo, por exemplo, as pessoas vão perder o interesse. Se produzir algo também que as pessoas não se identificam, também perderão o interesse. O entretenimento tem essa característica. Ele consegue te distrair. Eu, como plateia, adoro quando a obra me tira do meu mundo, consegue me prender, me distrair e, de repente, estou recebendo informações preciosas e transformadoras. Procuro fazer isto. Divertir e contribuir para uma vida melhor para o meu espectador.

APS -> Ao longo da carreira, você apresentou ao público personagens inesquecíveis, seja no cinema ou no teatro. Qual deles você destacaria como mais desafiador de compor e, ao mesmo tempo, mais prazeroso?

Thiago Cazado -> Difícil pergunta, eu gosto de tudo, sou orgulhoso de todos e me diverti e me envolvi muito em todos os processos. Eu diria que o mais desafiador foi o ERIC, de “Para Eric”, pela dificuldade de interpretar alguém que perde a memória, e também foi prazeroso, sobretudo, ver que funcionou e que as pessoas se emocionam bastante com essa história.

APS -> O que é mais difícil para prender o público no teatro: humor ou drama?

Thiago Cazado – > Eu me concentro em contar a história. Eu nunca penso se vou conseguir arrancar lágrimas ou risos. Eu acho que se eu contar bem a história, o riso e o choro possivelmente virão.

***

O novo trabalho de Thiago Cazado pode ser conferido no Cine Theatro Brasil Vallourec, em 28 e 29 de abril:

Serviço:

Espetáculo ‘O Sétimo Andar’

Elenco: Thiago Cazado e Pedro Mazzepas

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec – Teatro de Câmara –  Av. Amazonas, 315, Praça Sete, Centro, Belo Horizonte, MG).

Datas e horários: 28 e 29 de abril, sábado às 21h e domingo às 18h

Ingressos: R$ 25 (meia) | R$ 50 (inteira)

Vendas na Bilheteria: Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte,MG.
Funcionamento: Seg a Sáb: 11h às  21h e Dom: 11h às 19h.
Telefone: (31) 3201 5211 ou (31) 3243 1964

Vendas online: www.compreingressos.com

Classificação indicativa: 16 anos (contém nudez)

Realização: Maca Entretenimento