Widget Image
Widget Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim

Assine a nossa newsletter

[contact-form-7 404 "Not Found"]

E tudo se acabou na quarta-feira…

Site Feira Cultural mostra os destaques do Carnaval belo-horizontino
Por Antônio Pedro de Souza

O Carnaval 2018 chegou ao fim, mas o site Feira Cultural não poderia deixar de fazer um especial sobre os dias de folia na capital mineira. Foram 480 blocos que fizeram mais de 500 desfiles, segundo a Belotur. Além disso, vários palcos oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte foram espalhados em diversas regionais. Na segunda e terça-feira, a Avenida Afonso Pena, no Centro, tornou-se a passarela por onde desfilaram os blocos caricatos e as escolas de samba. Também teve festa para o público pagante: Mineirão e Mirante tiveram shows de primeira linha nos dias de folia. Em Vespasiano, na Região Metropolitana, o tradicional Boi da Manta voltou com força no pré-carnaval após o hiato do último ano e, entre sábado e terça-feira, a Paróquia São José promoveu a 16ª edição do Convertei-vos, retiro de carnaval católico.

O diferencial do retiro esse ano foi a variedade de atividades: além da Cristoteca – discoteca com músicas religiosas – que abre o evento anualmente, o retiro contou com oficinas de artesanato, aulas de zumba, forró, shows e palestras. Houve também um espaço voltado para crianças: o Convertei-vos Kids.

Já na capital mineira, diversos blocos animaram os dias de folia. No sábado, fomos conferir o primeiro dia de desfile do Unidos da Estrela da Morte. Formado por integrantes do Conselho Jedi Minas, o bloco saiu pelo terceiro ano consecutivo nas ruas do bairro Floresta. Como o nome sugere, a caracterização do bloco faz menção à série de filmes Star Wars, mas integrantes e foliões vão além na criatividade: são aceitas fantasias de super-heróis, personagens de quadrinhos, games e outros filmes.

Durante a folia no sábado, 10/2, os personagens mais requisitados para fazer fotos com foliões eram o Darth Vader e Chewbacca. O bloco iniciou a folia ao meio-dia e até às 15h animou o público com os temas da saga, em geral compostos por John Williams, além de músicas que fizeram sucesso entre as crianças das décadas de 1980 e 1990. Pouco depois das 15h, os integrantes saíram em cortejo pelas ruas do bairro. No caminho, além da coreografia ensaiada, mais pausas para fotos com fãs. Depois, o bloco retornou ao ponto inicial, onde a festa continuou até às 17h. Na segunda-feira, 12/02, o Unidos desfilou mais uma vez, porém, com um diferencial: o Unidos da Estrelinha, momento dedicado às crianças antes do cortejo.

 

 

Outro bloco que arrastou foliões pelas ruas do bairro Gutierrez, foi o Que Mário? Com caracterização inspirada no famoso videogame, o bloco partiu da Praça da Liberdade às 13h e agitou a plateia.

No meio do caminho, um encontro que animou ainda mais o público: o trio elétrico do Que Mário? passou ao lado do carro do Bloco de Belô. Folia em dobro para os seguidores!

Por falar em Bloco de Belô, o grupo formado por comunicadores de Belo Horizonte adentrou a noite na festa! Clássicos do axé music deram o tom do desfile com Alex Rodrigues Bocão e banda Odarah!, composta pelos músicos Arlem (bateria), Pedro Ciper de Oliveira (baixo), Phillip Morais (guitarra), e Rummenig Batista (percussão). Alex, além de assumir a voz e o violão, compôs pelo segundo ano consecutivo o hino do bloco e levantou a plateia ao som de Eu Sou Belozeiro!

O cortejo contou ainda com a participação do jornalista e humorista Ricardo Bello, que encarnou seu mais famoso personagem: o Coronel Ladeira. Do alto do trio elétrico, Ladeira lembrou o público de que era “dono de metade daquelas terras” e completou: “na verdade, a outra metade é minha também, mas não gosto de dizer, pois as pessoas vão achar que sou rico!” Na sequência, o coronel cantou “A Pipa do Vovô”, tirando o público do chão.

Após a festa de sábado, nós do site Feira Cultural descansamos no domingo e segunda para encarar com energia total o desfile das escolas de samba da capital mineira na noite da terça-feira, 13/02.

A caminho do desfile, encontramos com o folião Vinícius Leão, de Montes Claros, que ressaltou a qualidade do carnaval belo-horizontino:

“É melhor do que eu imaginava. Tô amando tudo aqui.” E fez questão de contar o roteiro feito com os amigos nos dias de festa: “Nós saímos no sábado e domingo, fomos para vários blocos. Ontem ainda fomos para Sabará e hoje já estivemos em alguns blocos no Centro. Agora, estamos indo para o Mineirão ouvir o Monobloco.” Contou. Perguntado se tem a intenção de voltar em 2019, Vinícius afirmou: “Com certeza! Essa é a pretensão agora: voltar todos os anos porque essa festa é maravilhosa.”

 

Na Avenida Afonso Pena, desfilaram seis escolas e dois blocos entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira. E a criatividade das agremiações superou a falta de investimento público e privado para essa modalidade no carnaval de BH. O que se viu na avenida foi um espetáculo belíssimo.

Abrindo a noite por volta das 19h30, o bloco Afoxé Bandarerê levantou a plateia com muita dança e colorido. O bloco vem do bairro Concórdia e ressalta a importância e a beleza da cultura africana.

Aproximadamente às 20h15 a Escola de Samba Mocidade Independente Bem-Te-Vi homenageou os 150 anos da cidade de Sete Lagoas. O enredo fazia alusão a artistas que nasceram na cidade da região metropolitana, como o trapalhão Zacarias.

Na sequência, por volta das 21h07, o bloco Leão da Lagoinha – o mais antigo de BH – levou sua alegria para a avenida. Teve até um personagem icônico da região na qual o bloco nasceu: a folclórica Loira do Bonfim.

A Estrela do Vale entrou na Afonso Pena por volta das 21h50 levando uma crítica à política brasileira. O carro abre-alas trazia o encontro de Portugal e Brasil e, a partir daí, a História do nosso país foi contada por meio de Um Musical Chamado Brasil.

Às 22h45 foi a vez da Cidade Jardim trazer um enredo que exaltava a flora nacional. Além da vitória régia, rosas e outras flores, foram lembrados também pintores internacionais como Monet e Van Gogh. Merecem destaque ainda uma ala que homenageou povos indígenas e a ala das baianas.

Às 23h45 a Venda Nova começou o desfile em que homenageava a Pampulha. O carro abre-alas lembrou os desenhos de Oscar Niemeyer e a cada ala um ponto do cartão postal da capital mineiro era lembrado: o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile, o Cassino, A Igreja de São Francisco de Assis e o Zoológico. Destaque para o carro que levou para a avenida uma réplica da famosa roda gigante do Parque Guanabara. Para encerrar o desfile, a rivalidade entre Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube não passou despercebida: o último carro trazia uma raposa e um galo gigantes! Houve, ainda, no primeiro carro um “monstro” inspirado no filme O Monstro da Lagoa Negra, de 1954.

À meia-noite e quarenta cinco a Imperavi de Ouros homenageou a Amazônia. As cores da floresta invadiram a avenida. Merecem destaque o carro que levou um enorme índio e outro com uma onça pintada e cabeças de boi que simbolizavam Garantido e Caprichoso, da famosa festa da região Norte do país. O mesmo carro trazia ainda dois jacarés gigantes que abriam e fechavam a boca à medida que o desfile avançava.

A Canto da Alvorada deveria encerrar a noite de desfiles a partir de 1h45, porém, uma falha técnica atrasou a entrada da escola. Em nota oficial, a Belotur assumiu a responsabilidade pela falha, pedindo desculpas ao público e aos jurados e reiniciando o cronômetro. A escola entrou faltando cinco minutos para as duas da manhã e ressaltou a diversidade cultural brasileira, além das influências estrangeiras. Isso ficou claro já na comissão de frente, quando sósias de Roberto Carlos e Elvis Presley apresentaram a escola.

Oficialmente, a festa carnavalesca em Belo Horizonte terminou na madrugada da quarta-feira de cinzas, mas nesta sexta-feira é dia de saber que escola e que bloco caricato serão sagrados campeões do Carnaval 2018: a apuração está marcada para começar às 14h em frente ao Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal. Já neste sábado, 17/02, alguns blocos estão marcando uma ressaca para a Praça da Estação, despedindo, assim, dos festejos deste ano. Uma festa intensa e que provou o crescimento e solidificação do carnaval belo-horizontino.

E que venha a folia de 2019!

O colunista do site Feira Cultural, Antônio Pedro de Souza, também filmou alguns momentos dos blocos e escolas citados nessa matéria. Para assistir ao especial, clique na imagem abaixo: