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Análise da novela “Deus Salve o Rei” – Primeiro Capítulo

Colunista do site Feira Cultural resume e comenta o primeiro capítulo da novela de Daniel Adjafre
Por Antônio Pedro de Souza
com colaboração de Gustavo Antônio

Sinopse liberada pela emissora: “Crisélia e Afonso ficam frustrados com o fracasso da inauguração do aqueduto. Afonso se irrita quando Rodolfo sugere que Montemor ataque Artena”

Assista aqui ao teaser de “Deus Salve o Rei”, com os personagens Afonso e Amália divulgado em 03/12/2017.

Resumo:

A narração da rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho) apresenta a trama central da novela: por 300 anos Montemor teve abundancia de bens, mas a água ficou escassa após o rio Jordes secar. A solução foi um acordo entre Montemor e Artena, regido por Augusto (Marco Nanini). O acordo prevê a água de Artena em troca do minério de Montemor.

Para evitar uma eterna dependência, Montemor não poupou gastos nos últimos anos para a construção de um aqueduto. Projeto esse que, infelizmente, mostrou-se infrutífero já na sua inauguração: durante os anos de construção, o lago de onde seria extraída a água secou.

O fato é visto pelos olhos de Rodolfo (Johnny Massaro), segundo na linha de sucessão ao trono de Montemor, e Catarina (Bruna Marquezine), primeira na linha sucessória ao trono de Artena, como motivo suficiente para um reino atacar o outro. Ideia veementemente refutada pelos monarcas Crisélia e Augusto, bem como por Afonso (Rômulo Estrela), irmão de Rodolfo e primeiro na linha de sucessão de Montemor.

Disposto a solucionar o problema da água, o jovem organiza uma expedição às terras do norte. Antes de partir, porém, descobre que a avó está gravemente doente e recebe dela a incumbência de assumir o trono assim que voltar.

Após 15 dias de viagem, a comitiva se depara com bandidos e tem início uma batalha com mortos dos dois lados. Na fuga, Afonso é gravemente ferido e, cambaleando, entra nas terras de Artena onde é encontrado por Amália (Marina Ruy Barbosa).

Apontamentos:

O primeiro capítulo de “Deus Salve o Rei” mostrou uma produção primorosa: cenários, figurinos, iluminação, tudo remete à Idade Média, época em que a novela é ambientada. Um show de imagens aéreas nos brindou com belas tomadas panorâmicas dos dois reinos e mesmo as vilas que integram o núcleo, digamos, mais pobre ou dos “plebeus” têm muito encanto.

Em relação aos atores/personagens, Rosamaria Murtinho e Marco Nanini levam para a tela a segurança, discernimento e serenidade que seus respectivos papéis pedem.  Eles são o contraponto perfeito para os herdeiros Catarina e Rodolfo. Este último, por sua vez, é bem diferente do seu irmão Afonso.

Não que ele seja um vilão, mas é um bon-vivant caricato que traz à novela a leveza e o humor que o horário pede. A cena de apresentação do personagem é hilária, com ele seminu após uma “noitada” com três belas mulheres, confrontando a avó.

A própria avó vive um delicado drama: sua doença – sem nome, cura ou tratamento na época – a faz se esquecer das coisas. Para nós, contemporâneos, a doença continua sem cura, mas já tem nome e, pelo menos, tratamento paliativo: Alzheimer.

A abertura da novela também merece destaque: a animação insere imagens de castelos, cavaleiros e outros motivos medievais, embalada por uma trilha que remete a mesma época. Mesmo efeito com a tipologia dos créditos. Aliás, o “prólogo’’, ou primeira parte do primeiro capítulo, foi um dos mais longos dos últimos anos: 45 minutos, começando com a narração da rainha sobre a escassez da água em Montemor e terminando com Afonso ferido. As vinhetas de intervalo e encerramento seguem o padrão de “O Outro lado do Paraíso”: a primeira não apresenta a legenda “voltamos a apresentar” e a segunda mostra os créditos estáticos e não “subindo na tela”. Mantendo o ritmo e a qualidade do primeiro capítulo, “Deus Salve o Rei” será o próximo novelão da Globo.

Nota do capitulo: 10.