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“O Planeta Somos Nós” conscientiza a população sobre o descarte responsável

Evento termina hoje Praça da Estação
Por Redação Feira Cultural

Conscientizar a população sobre o descarte correto do chamado lixo eletrônico é o objetivo do evento O Planeta Somos Nós, que terminar hoje na Praça da Estação, Centro de Belo Horizonte.

Desde domingo, oficinas e instalações chamam a atenção de quem passa pelo local. A instalação “Jardim do Destino Circular” é dividida em duas partes: “Infinito” e “Resíduos”, montadas em espaços da Praça da Estação e do Museu de Artes e Ofícios e deseja refletir sobre a importância do descarte correto do “lixo” eletrônico e fazer uma abordagem sobre o reaproveitamento e destino dos resíduos eletrônicos provenientes dos aparelhos de TV, com base no conceito da Economia Circular. Os aparelhos de TV e resíduos expostos são provenientes da campanha de coleta realizada em cem Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), implantados pela ONG Programando o Futuro, com o apoio da Seja Digital, nas 39 cidades onde haverá o desligamento do sinal analógico de TV, no dia 08 de novembro deste ano.

No espaço denominado “Infinito”, há um cordão umbilical que forma o símbolo do infinito, ao ligar –  e “nutrir” – velhos televisores descartados. Assim como ocorre no interior do útero materno, onde o ciclo da vida acontece. No centro do símbolo é possível ouvir o som produzido por algumas máquinas de reciclagem em operação, com o intuito de proporcionar aos visitantes da instalação uma experiência sensorial e física desse processo acontecendo, e, ao mesmo tempo, direcioná-los para uma estrada quase que desconhecida. Algumas das telas expostas projetam imagens que mostram a vitalidade da vegetação. De dentro desses tubos de TV, nascem mudas, as quais o público é convidado a levá-las consigo, e a combater a linearidade que pode nos levar a um destino caótico.

“Resíduos”, por sua vez, constitui-se de diferentes partes de antigos televisores de tubo e de novos materiais originados no processo de reciclagem de TVs. Esses materiais e componentes apresentados recebem os mesmos cuidados que os objetos e artefatos artísticos: passam a ter os mesmos valores simbólicos e estéticos. “Resíduos” propõe o deslocamento de sentido e de função dos objetos expostos, que agora podem ser explorados de outras formas, dentro do processo dinâmico do “Jardim do Destino Circular”. Tem-se, assim, novas matérias-primas, que agora podem atender a diferentes demandas da vida cotidiana; o passado de um objeto/resíduo e a prospecção de um futuro diferente para o qual estava projetado. Dessa forma, somos convidados a olhar para o presente – a única fase do tempo em que as mudanças são possíveis.

Foto: Antônio Pedro de Souza